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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

SRI LAHIRI MAHASAYA -

 Yogiraj Lahiri Mahasaya- Gita Bodh por Swami Bidyananda Giri




Era a primeira metade do século 19. A Índia e sobre tudo a região de Bengala estavam vivendo um período de renascimento. Bengala estava cheia de reformas didáticas, literárias, religiosas e sociais. SRI SHYAMACHARAM LAHIRI MAHASAYA, o grande yogue e santo reservado estava entre aquelas almas iluminadas de Bengala que, nos anos seguintes, tornaram-se famosas em todo o mundo por terem enriquecido e sustentado o curso sempre novo da religião. A vida deste grande santo não foi uma sucessão de fatos memoráveis.
Foi uma vida de simples e silenciosa nobreza, um ininterrúpto e puro fluir de comunicação com Deus. SRI SHYAMACHARAN era em autêntico exemplo de alma liberta, vívida manifestação de um homem centrado em uma sabedoria e de uma inteligência constante e firme. Não era um eremita, nem renunciou à casa e família. SRI SHYAMACHARAN foi um perfeito exemplo de como um homem que vive dentro da sociedade, nascido e crescido em uma normal família, com as contínuas ansiedades e preocupações, embora cumprindo, as responsabilidades e os deveres familiares e trabalhando para viver, possa viver uma existência extraordinariamente pura e desapegada. Por isto, sua vida tornou-se o centro de grande peregrinação, uma nascente de cultura yogue capaz de satisfazer a todos. Do homem mais comum da rua, ao aspirante mais avançado, todos que se banharam no secreto riacho divino de sua santa vida, foram abençoados com a obtenção do sucesso, no seu próprio caminho. A finalidade da vinda de SRI SHYAMACHARAN, neste mundo, foi a de incutir no homem a corrente secreta da sabedoria da realização de Deus, mesmo em meio a uma vida de atividades. Os seus discípulos e os discípulos dos discípulos, não só na Índia, como também na América e na Europa, levaram o fogo divino de sua vida inestimável para ascender o mundo religioso à novas dimensões, dando à humanidade diretivas práticas para conduzir uma verdadeira vida religiosa.
YOGIRAJ SRI SHYAMACHARAN nasceu em Bengala, em GHURNI, um vilarejo situado às margens do rio Jalangi, perto de KRISHNANAGAR, distrito de Nadia – um famoso centro de cultura, lugar de nascimento de muitos grandes santos (entre os quais SRI CHAITANYA). É difícil precisar a exata data do nascimento do grande yogue. Segundo os seus netos, ele nasceu numa terçafeira, trinta de setembro de 1828 ( o sexto dia do mês de Aswin segundo do calendário bengalês).
YOGIRAJ SRI SHYAMACHARAN era um descendente da pia família BRAHMANE dos BHATTACHARYA, que foi levada por KANYAKUBJA para Bengala, pelo rei Adisura, da dinastia SEN. No início, estabeleceram-se nos distritos de Bagura e Murshidabad e usufruíram uma propriedade doada pelo rei. Em seguida, SRI RAMBALLAV LAHIRI, bisavô do YOGIRAJ, teve uma amizade íntima com SRI RAGHURAN ROY, rei de KRISHNANAGAR e se fixou em Ghurni, perto de KRISHNANAGAR. Também ali foram proprietários de grandes terras, mas no decorrer do tempo a impetuosa corrente do rio Jalangi e uma devastadora enchente, acontecida naquele período, arruinaram completamente a propriedade. Depois disso o pai do Yogiraj, SRI GOURAMOHAN LAHIRI, decidiu deixar GHURNI e fixar residência em Benares, com toda a família. Isto aconteceu em 1843 (1240 da era Bengalesa).
Sabe-se que ainda antes desta data a família LAHIRI havia começado a visitar Benares por breves períodos de tempo. Disseram - nos que foi principalmente por motivos comerciais que eles visitavam Benares, chegando lá de barco e passando por Gajipur, etc.
A mãe de SRI SHYAMACHARON, SRIMATI MUKTAKASHI DEVI, era uma mulher muito voltada para a vida espiritual. Ela não tomava nem água, se antes não tivesse adorado o senhor SHIVA; e de um certo modo, o próprio compadecido senhor SHIVA, nasceu de SRIMATI MUKTAKASHI DEVI como SRI SHYAMACHARAN. Também seu nobre pai, SRI GOURAMOHAN, era uma pessoa piedosa e devota do senhor SHIVA; além disso, conhecia muito bem as sagradas Escrituras e era muito culto e inteligente. Em GHURNI havia um templo dedicado ao senhor Shiva, fundado pelos antepassados de SRI GOURAMOHAN; assim, quando ele se transferiu para Benares com a família mandou construir, na sua propriedade, alguns templos para SHIVA e estabeleceu o culto cotidiano. Embora o templo de SHIVA em Ghurni permanecesse submerso, sob o leito do rio Jalangi durante as cheias, uma senhora, guiada por um sonho, recuperou o SHIVA LINGAN do fundo do rio e colocou em um novo templo. Desde então, o símbolo de SHIVA, venerado pela família de LAHIRI, existe ainda naquela localidade e é chamado de “JALESHWAR SHIVA”.
A mãe do Yogiraj, SRIMAT MUKTAKASHI DEVI6, deu seu último suspiro quando ele tinha apenas cinco anos; não se sabe com certeza se morreu em Ghurni ou em Benares. Sabemos muito pouco sobre os primeiro anos de vida de SRI SHYAMACHARAN. Às vezes o menino calmo, doce e contemplativo permanecia sentado, horas a fio, na margem arenosa do rio Jalangi, imerso em profunda meditação. Outras vezes, durante a adoração ao senhor SHIVA, ficava sentado imóvel, concentrado diante da entrada do templo. SRI SHYAMACHARAN tinha apenas cinco anos quando a família transferiu-se para Benares. O que sabemos de sua infância e adolescência faz-nos conhecer a sua natureza calma e controlada. Nem uma vez foi possível encontrar nele alguma imprópria frivolidade, nem mesmo quando estava brincando ou se divertindo ou nadando. Desde pequeno SRI SHYAMACHARAN era calmo e austero, uma imagem sóbria do desapego. A sua natureza mostrou claramente os sinais de uma completa indiferença com relação à roupas e alimentos. Ficar à espera de algo ou criar casos ou fazer teimosia por qualquer motivo, era contrário ao seu modo de ser. Às vezes ia à escola levando consigo só arroz e não dizia nada a ninguém, mesmo que não tivesse a refeição noturna. O futuro YOGIRAJ SRI SHYAMACHARAN era um menino de natureza desprendida.
Com a idéia de estabelecer-se permanentemente em Benares, SRI GOURAMOHAN comprou uma casa em SIMAN CHOUHATTA, no bairro de Madanpura de Benares, e ali foi viver coma família. No início, SRI SHYAMAVHARAN foi admitido na escola “Jainarain”, situada na zona de Garu - deswar Mohulla.
Era uma escola missionária cristã, fundada por SRI JAINARAIN, o rei de BHU-KAILASH. Embora fosse muito erudito e um BRAHMANE ortodoxo, com profundo conhecimento dos VEDA, o pai de SRI SHYAMACHARAN era um homem de visão muito liberal. Naquele período, uma educação à moda inglesa tinha se tornado muito popular na Índia. As pessoas mais progressistas da sociedade foram atraídas pelo sistema didático inglês. Já o filho mais velho de SRI GOURAMOHAN, CHANDRAKANTA, tinha encontrado trabalho em uma companhia inglesa de Calcutá devido ao seu conhecimento em inglês. Tendo assim percebido a importância da instrução inglesa, SRI GOURAMOHAN predispôs-se para que o filho menor recebesse uma instrução completa. Assim SRI SHYAMACHARAN teve oportunidade de aprender todas as matérias, inclusive hindi, urdu, parsi, sânscrito e inglês. Ele tinha uma grande vontade de aprender.
Costumava pegar na biblioteca da escola livros de valor, escritos em inglês e em parsi e os lia completamente sozinho, tomando nota das partes mais importantes. Tinha também um profundo amor pelo aprendizado do sânscrito.
Naquele tempo vivia em Benares um BRAHMANE de MAHARASTRA, chamado NAGBHTTA , que tinha reconhecido conhecimento dos VEDAS e dos PURANAS. SRI SHYAMACHARAN aprendeu os VEDAS com ele, adquirindo, sobretudo, um profundo conhecimento do RIG-VEDA e das UPANISHAD.
Também seu pai, SRI GOURMOHAN, era bem conhecido entre os PANDITS de Benares, pela sua vasta erudição dos VEDAS e das sagradas Escrituras.
SRI SHYAMACHARAN estudou até a idade de vinte anos. Não nos foi possível saber se fez o exame final na faculdade (college). Casou-se quando tinha dezoito anos, enquanto ainda estudava no “college”. SRI DEBNARAIN BACHASPATI (SANNYAL), um douto BRAHMANE, era seu vizinho de casa e amigo íntimo de SRI GOURAMOHAN. Todos os dias tinham o hábito de discutir juntos algumas partes das sagradas Escrituras. KASHIMONI DEVI, a única filha de BACHASPATI MAHASAYA, desde pequena costumava ir à casa de SRI GOURAMOHAN, juntamente com seu pai, para depois brincar com o jovem SHYMACHARAN. Era como se KASHIMONI DEVI, a companheira das brincadeiras da infância, estivesse se preparando para ser a futura esposa e companheira de SRI SHIMACHARAN 11.Por ocasião do casamento, KASHIMONI DEVI tinha apenas nove anos. SRI SHYMACHARAN era de pele clara e de belo aspecto; ao passo que KASHIMONI DEVI era de pele ligeiramente escura, ajuízada e de bom caráter. Nos últimos anos de sua vida SRI SHYMACHARAN atravessou períodos de grande dificuldade econômica, mas dificilmente a necessidade pôde pesar sobre ele, graças à inteligente administração da nobre esposa, imperturbável e sempre paciente. Apesar da pobreza, todas as várias atividades da família, a adoração cotidiana, a hospitalidade, etc., foram realizadas com o máximo cuidado. Sentia-se obrigada, ela mesma, a dar esmola ao primeiro mendigo que batesse à sua porta, todas as manhãs.
Logo após o casamento, SRI SHYMACHARON teve que começar a trabalhar para ganhar a vida. Em 1849 empregou-se como escrivão de contabilidade a serviço do corpo de engenheiros militares do distrito de Benares. Por ser insuficiente o ganho com este trabalho, procurou aumentá-lo ensinando ao seu superior hindi, urdu e parsi. No trabalho satisfez plenamente as autoridades superiores com a sua honestidade, disponibilidade e sentido do dever; com o passar dos anos foi promovido aos graus mais altos. Tornou-se muito famoso pelo seu caráter calmo e tranqüilo.
Em 1852, poucos anos após ter entrado para o serviço, SRI SHYMACHARAN perdeu o pai. A erudição, a inteligência, a previdência de SRI GOURAMOHAN, como também a austeridade e a devoção religiosa da mãe, SRIMATI MUKTAKHI DEVI, refletiram no caráter do santo filho SRI SHYAMACHARAN, dotando-o, desde jovem, com a qualidade de um homem bem comedido, seguro de si e de firme inteligência.
Sendo um verdadeiro educador como era, o jovem SHYAMACHARAN começou a dar instrução aos meninos da vizinhança. Inicialmente, com a ajuda dos amigos mais generosos, fundou uma escola primária: a “Bengalitola Preparatory  School”. Com o passar dos anos, motivado pelo interesse geral pelo tipo deinstrução à moda inglesa, a escola foi equiparada às superiores (english high school). SRI SHYAMOCHARON manteve o seu posto de secretário por longotempo, contribuindo, notavelmente, para o posterior desenvolvimento da escola.
Se tinha tempo, ia à escola e ensinava pessoalmente aos alunos. O seu amoroso interesse pelo tranqüilo funcionamento da escola era tal que, às vezes, ia lá, no meio da noite, para verificar se os vigias estavam fazendo o trabalho deles.
Após ter funcionado por quase um século, com uma ótima reputação, hoje a escola foi ampliada e compreende também um “college”. No mesmo período no qual fundou a “Bangalitola English High School”, SRI SHYAMACHARAN procurou dar vida a uma escola feminina, que porém não conseguiu, por causa da oposição da sociedade da época.
Depois de ter prestado serviços em Benares, Gajipum e Marjapur, SRI SHYAMACHARAN foi transferido para Danapur (perto de Patna). Foi em Danapur que, em 1861, aconteceu o incidente inesperado que iluminou a sua vida com o esplendor divino da consciência espiritual. Improvisamente recebeu ordem de transferir-se de Danapur para Ranikhet. Foi ali – na região do Himalaia, em UTTAR PRADESH, em uma gruta secreta, vizinho a Ranikhet- que ele foi abençoado pelo encontro com o seu guru, o grande sábio SRI SRI BABAJI MAHARAJ.
Em 1861, na zona de Ranikhet, novos trabalhos de construção de estradas e casas deveriam começar, por conta do escritório militar. Transferindo SRI SHYAMACHARAN para Ranikhet, as autoridades do escritório de abastecimento encarregaram-no de fazer todos os preparativos necessários.
Uma vez que naquela época a comodidade de viajar de trem não era ainda possível, SRI SHYAMACHARAN chegou a Ranikhet, percorrendo a longa distância, com uma carroça puxada por cavalos, em companhia de outras pessoas.
A ordem da transferência de Danapur para Ranikhet foi realmente um fato misterioso. Não era para ele ser transferido, mas erroneamente os seus superiores o transferiram, no lugar de outra pessoa. Não é improvável que a graça de Deus, às vezes, venha a um devoto sob a aparência de um erro; e o incidente da transferência de SRI SHYAMACHARAN é um exemplo claro disto. Todo o jogo da transferência foi só um ato de vontade divina de MAHAMUNI BABAJI MAHARAJ. SRI SHYMACHARAN foi transferido para Ranikhet, no lugar de uma outra pessoa, por causa de um erro cometido pelo Oficial responsável pelo escritório de Danapur. Graças a este incidente pôde acontecer a iniciação de SRI SHYAMACHARAN, a inauguração do caminho de KRIYA-YOGA e o início de uma nova era no reino da religião, para o benefício da humanidade e para conduzir milhões de buscadores da verdade à liberação.
Todos os dias, depois do trabalho, SRI SHYAMACHARAN costumava passar o tempo andando pelas montanhas dos arredores de Ranikhet a graciosa morada da natureza. Graças à amizade com as pessoas do lugar, ele soube que um santo muito ancião vivia em uma gruta pouco distante. Sentiu um desejo fortíssimo de ver o santo. As montanhas eram infestadas de animais ferozes e as trilhas eram desconhecidas; por isso deveria voltar ao acampamento antes que escurecesse. Por todos estes motivos, apesar dos seus esforços, por alguns dias, o ardente desejo de ver o santo, não foi satisfeito. Finalmente, um dia partiu com outras pessoas enquanto ainda havia luz. Escalava a montanha com todo ardor de seu ser, mas a trilha não tinha fim, nem havia sinal da gruta. O sol estava já para se pôr; os seus companheiros voltaram, mas SRI SHYMACHARAN recusou-se a voltar, sem ter encontrado o santo. Enquanto continuava a subir, encontrou um asceta de expressão serena e que tinha o cabelo todo trançado. Transbordando de alegria perguntou curioso: “Senhor, vos sois o santo ancião deste lugar?” O santo respondeu com um sorriso: “O grande yogue realizado que você quer ver está em uma gruta ainda mais no alto.
Geralmente ele dá o DARSHAN (se mostra) ao entardecer. Eu sou um dos discípulos que ele aceitou. Peço-te, venha comigo um pouco mais e encontrará o grande sábio”. Estava para cair a noite. SRI SHYAMACHARAN escalava veloz as alturas com a intenção simplesmente de ver a gruta, para poder voltar um outro dia. Pouco depois, alcançada a gruta, um santo de aparência luminosa e angélica, saiu sorridente da gruta e se dirigiu a SRI SHYAMACHARAN como se fosse um velho conhecido: “Ei! SHYAMACHARAN. Por favor, venha aqui”.SAYAMACHARAN ficou muito surpreso ao ouvir seu nome saindo da boca de um santo que não conhecia. Provavelmente- pensou- o santo soube o meu nome por alguém do escritório. SRI SHYAMACHARAN ficou tremendamente surpreso quando, após ter saudado o santo, este começou a dizer os nomes e os lugares onde haviam morado os antepassados dele, como se fosse para ele muito familiar. Então pensou consigo mesmo: “Certamente este santo está procurando convecer-me com algum truque”. O onisciente e sagaz grande yogue – MAHAMUNI SRI SRIBABAJI MAHARAJ – lendo a mente titubeante de SRY SHYAMACHARAN, disse: “ Você se engana, SAYAMACHARAN; não sou um trapaceiro. Olhe, esta é a sua gruta, onde você realizou o seu SADHANA:
Não se lembra ? Olhe aquela ASHNA de pele de tigre, aquele DANDA (bastão) e aquele KAMANDALU (recipiente para água). Exatamente aqui você realizou o seu SADHANA na vida passada. Eu tomei conta de tuas coisas até agora . SRI SHYAMACHARAM ficou confuso, ainda mais, incapaz de entender alguma coisa de tudo aquilo! SRI SRI BABAJI MAHARAJ tocou gentilmente na sua cabeça e , naquele instante, a memória perdida de SRI SHYAMACHARAN retornou.
Agora podia reconhecer a gruta, o lugar do SADHANA e o ASHANA, o DANDA e o KAMANDALU usados por ele. Este era o lugar para ele mais sagrado do amado SADHANA do passado! Aqui, diante dele, estava o seu venerado e imensamente compassível GURUDEVA MAHAMUNI MAHAVATAR SRI SRI BABAJI MAHARAJ! Por muitas vidas tinha sido humilde devoto, filho e discípulo deste onisciente santo divino! Despertado para a consciência do seu verdadeiro Ser, SRI SHYAMACHARAN se prostrou profundamente aos sagrados pés de Lótus do seu santíssimo GURUDEVA. Então SRI SRI BABAJI MAHASARAJ disse ao amado discípulo: “ Fui eu que encontrei um modo de fazê-lo vir aqui. O seu superior o transferiu por um erro 15 . Eu criei esta ilusão na mente dele. Trouxe você aqui para lhe dar mais uma vez a iniciação, para o bem do mundo. Eu conservei o seu ASHANA, DANDA e KAMANDALU nesta gruta.” Escutando todas estas coisas com sagrada, reverente e silenciosa surpresa, SRI SRI SHYAMACHARAN caiu novamente aos pés do amado mestre e , uma vez que havia reencontrado o seu GURUDEVA, implorava dizendo que não tinha o menor desejo de deixá-lo , nem retornaria mais para casa. Mas tudo isso não seria possível, disse SRI BABAJI MAHARAJ. Nesta encarnação SRI SHIAMACHARAN deveria dedicar sua vida ao serviço à humanidade enquanto vivia no mundo, como chefe de família.
No dia seguinte SRI SHYAMACHARAN acampou perto da gruta de SRI BABAJI MAHARAJ. Depois de ter executado alguns trabalhos no escritório, permaneceu a maior parte do tempo na sagrada companhia do seu divino GURUDEVA. Dois dias antes da iniciação, a pedido de BABAJI, SRI SHYAMACHARAN deveria beber uma xícara de óleo de rícino para purificar o corpo e a mente16. Como conseqüência disto, SRI SHYAMACHARAN permaneceu deitado às margens do rio Gaugus, que corria na vizinhança da gruta. Após vômitos violentos, apesar de estar ainda debilitado, ele se arrastou até a gruta do seu GURU. Então, após ter bebido um suco, sentiu-se muito melhor. Já era tarde da noite e as montanhas estavam em silêncio, sob um céu estrelado; o momento propício para a iniciação de SRI SCYAMACHARAN havia chegado!
Realmente um milagre divino! Em poucos minutos SRI SHYAMACHARAN estava com SRI SRI BABAJI MAHARAJ em um palácio extraordinariamente lindo.
Como foi possível materializar-se este palácio em meio a uma densa floresta circundada por cadeias de montanhas? Qualquer coisa é possível para o grande Yogue e Avatar SRI SRI BABAJI MAHARAJ18, que tornou-se totalmente uno com o criador, o Senhor Supremo. A arte da criação está sob o seu domínio. O palácio era majestoso, o ambiente magnificamente encantador; todos os cômodos eram bem decorados, a cama incrustada com ouro e os móveis adornados com pedras preciosas. Não faltava nada naquela morada celestial. E, naquele maravilhoso palácio aconteceu, com grande esplendor, a iniciação de SRI SHYAMACHARAN. Festejando durante toda à noite com a divina fragrância da beatividade celeste, ao amanhecer Sr. SHYAMACHARAN encontrou-se, novamente, sentado junto do seu Gurudeva. Em nenhum lugar conseguiu encontrar traços de algum palácio. A grandeza dos poderes sobrenaturais da yoga está além da imaginação da comum mente humana. 
Alguns dias após a iniciação de SRI SHYAMACHARAN, as autoridades do comando militar ordenaram que voltasse, novamente para Danapur. Assim, após ter tomado conhecimento de todos as técnicas de KRIYA-YOGA, em um breve tempo , então deixou Ranikhet para retornar a Danapur. No momento da partida, SRI SRI BABAJI MAHARAJ abençoou o amado discípulo, dando-lhe ao mesmo tempo, autoridade para dar a iniciação a todos, independente de casta ou credo religioso. Sensibilizado pelas orações de SRI SCHYAMACHARAN, SRI SRI BABAJI MAHARAJ prometeu-lhe que toda vez que o chamasse ele responderia ao apelo do discípulo manifestando-se, imediatamente, na sua presença.
A iniciação de SRI SHYAMACHARAN marcou o começo de um fluxo de vida divina, advento de uma resplandecente luz espiritual, no firmamento do mundo religioso ; esta luz, em seguida, daria vida à YOGODA SATSANGA SOCIETY, organização religiosa fundada por PARAMAHANSA YOGANANDA e dedicada à Auto-Realização. A ciência de KRIYA - YOGA é uma contribuição excepcional que proporcionou à humanidade, do oriente e do ocidente, amante da paz, um refúgio seguro de confiança suprema. Após a iniciação, SRI SCHYAMACHARAN virou uma nova página de sua vida.
Daí em diante viveria uma vida santa, de um grande yogue muito evoluído. Mergulhando profundamente em austeras práticas espirituais, silenciosamente e na maior discrição, ele se firmou na superconsciência do SAMADHI e, finalmente, brilhou como guia espiritual para aqueles que desejavam ardentemente aprender o método de comunhão com Deus. O plano divino para difundir a KRIYA-YOGA da Índia no mundo ocidental iniciou-se neste período. Após a iniciação, quando SRI SHYAMACHARAN expressou a sua dúvida quanto a possibilidade de praticar o árduo caminho da Yoga em meio à vida ativa do mundo, SRI SRI BABAJI MAHARAJ o tranqüilizou dizendo: “Volte para Benares; encontrará tempo suficiente para as práticas espirituais apesar de viver no seio da família. Difunda a glória de KRIYA-Yoga entre os chefes de família e entre as pessoas do mundo que possuam sincero desejo espiritual.
Faça com que, dentro da vida familiar, haja o exemplo de um verdadeiro yogue-chefe-de-familia”. Após a iniciação, SRI SHYAMACHARAN foi para um lugar solitário e praticou yoga em silêncio, na mais profunda discrição e com extrema sinceridade. No início, nem os seus parentes, nem os membros da sua família souberam de suas práticas yogues. Nos poucos dias em que esteve com SRI SRI BABAJI MAHARAJ, em Ranikhet, tornou-se conhecedor das mais elevadas técnicas e dos supremos estados da KRIYA-YOGA. Apesar de ser um chefe de família, ele alcançou uma elevação fascinante no SADHANA e isto graças à sua incomparável perseverança na prática de KRIYA. Embora continuasse a viver em família e a ocupa-se não só do trabalho oficial, mas também de outras atividades em pró do bem público, continuou sempre a práticar KRIYA com a máxima sinceridade e devoção. A Bhagavad Gita afirma: “Qualquer coisa que um grande homem faz, a mesma coisa farão todos os outros (homens); a maioria da humanidade segue o exemplo que ele coloca diante deles”.
Por isso, parece que SRI SHYAMACHARAN tenha praticado todas estas intensas austeridades com o único propósito de colocar um exemplo diante dos olhos dos aspirantes e, especialmente, daqueles que viviam a vida de chefe de família. A vida excepcional de SRI LAHIRI MAHASAYA serviu de exemplo para demonstrar como um homem, embora vivendo em meio à dor contínua e ao sofrimento do mundo, à mercê das chamas da miséria tripla, possa construir a sua estrada em direção à liberação e seguir a via da auto - realização. O rei Janaka, muito antigo, era e é reverenciado como um sábio em sintonia com Deus e isto graças às práticas ascéticas realizadas enquanto continuava a ocupar-se da família e dos negócios do reino. O rei sábio Janaka, tendo alcançado a liberação, enquanto vivia ainda no corpo e com o coração sereno, cumpriu as penosas obrigações e responsabilidades do reino, deu à humanidade de todos os tempos um exemplo luminoso de realização divina. Seguindo as pegadas do rei-sábio Janaka, SRI SHYAMACHARAN, enquanto levava uma vida familiar normal, conseguiu uma tal profundidade de auto - realização que SRI SRI TRAILANGA SWAMI, o maior dos yogues de seu tempo, levantou-se da sua cadeira para dar-lhe as boas vinda. Em seguida o Swami teria dito aos seus discípulos: “Vejam, SHYAMACHARAN conseguiu aquela consciência suprema que eu busquei renunciando a tudo, até à minha roupa”.
Como todos os homens casados, também SRI LAHIRI MAHASAYA teve os seus problemas familiares e certamente não em menor medida. Logo após a morte do pai teve que passar por todos os sofrimentos das brigas em família.
Abandonou a casa paterna e foi viver em uma casa de aluguel, onde conheceu a miséria da pobreza. Mas ninguém nem nada podia perturbá-lo. Em 1864 SRI SHYAMACHARAN comprou uma nova casa na Zona de Garudeshwar e foi morar lá com a família; foi nesta casa que sua vida terrena terminou. Os seus dois filhos homens20, o mais velho, Tinkari Lahiri, e o menor, Dukari Lahiri, nasceram, respectivamente, o primeiro em 1863, e o segundo em 1865. Foi por volta deste período que a propriedade da família Lahiri em Krishnanagar – local de residência original deles – foi definitivamente perdida21. Também esta foi uma desaventura bastante dolorosa, mas, apesar de tudo, SRI SHYAMACHARAN não perdeu a coragem. Além disto tudo, foi neste período que SRI SHYAMACHARAN conseguiu superar uma grande dificuldade financeira graças à inteligência aguçada, à parcimônia e à escrupulosa administração da economia doméstica realizada pela devotada esposa, Srimati Kashimoni Devi.
Durante a viagem de retorno de Ranikhet para Danapur, SRI SHYAMACHARAN passou alguns dias em Moradabad e em Benares. Em Moradabad ficou na casa de alguns amigos.Toda noite alguns vizinhos se reuniam, naquela casa, para conversar. Durante uma daquelas reuniões, incidentalmente, SRI SHYAMACHARAN falou dos milagrosos poderes yogues do seu reverendíssimo GURUDEVA, SRI SRI BABAJI MAHARAJ. Na sociedade da época, muitas pessoas educadas à moda inglesa negavam até a existência de Deus. As pessoas instruídas, em geral, afirmavam que os chamados santos e monges eram magos e trapaceiros, comerciantes de mistérios. Dizer que por meio da prática do Yoga era possível realizar o próprio Ser e que poderiam existir personalidades divinas como a de SRI SRI BABAJI MAHARAJ eram todos falatórios insensatos, não dignos de créditos. SRI SCHYAMACHARAN sentiu preocupação e ansiedade diante desta atitude das pessoas instruídas. Tomado, como estava, pelos excepcionais poderes da Yoga, no seu coração manifestou-se a inspiração de apresentar, diante daqueles ateus, uma prova concreta da existência de Deus e de manifestar a glória dos poderes divinos pela Yoga, evocando a grande encarnação, SRI SRI BABAJI MAHARAJ, diante delas. Quando SRI SCYAMACHARAN expressou sua intenção, todos os presentes concordaram, com curiosidade, com sua proposta. A sala foi limpa e preparada; SRI SHYAMACHARAN sentou-se sobre um cobertor e preparou outro para SRI SRI BABAJI MAHARAJ. As portas e as janelas da sala foram fechadas. Os curiosos ficaram do lado de fora da sala.
Era um momento muito propício; realmente um momento de grande prova, sendo a atmosfera calma e tranqüila. Todos esperavam, impacientemente, com os olhares voltados para a porta. Passaram –se alguns instantes e as portas e janelas foram abertas. SRI SHYAMACHARAN informou a todos que SRI SRI BABAJI MAHARAJ estava sentado no interior da sala e cada um poderia ir lá para vê-lo. Era uma ilusão ou um ato de mágica? SRI SRI BABAJI MAHARAJ era um homem em carne e osso ou era talvez um fantasma ? Depois de muita agitação, ficou decidido de se experimentar se o santo poderia comer. Com tal finalidade foi preparado o HALUA (um doce à base de sêmola de trigo). O compassível MAHAVATAR MAHAMUNI SRI SRI BABAJI MAHARAJ pegou a comida na presença de todos e , então, abençoou os presentes. As portas e janelas foram fechadas mais um vez. Como tinha vindo do ar, do mesmo modo ele desapareceu no ar. Após um tempo, quando a porta foi aberta, encontraram somente SRI SHYAMACHARAN sentado na sala. SRI SHYAMACHARAN podia sentir-se verdadeiramente feliz por ter tido sucesso no início de sua vida espiritual, mas involuntariamente havia causado descontentamento a SRI SRI BABAJI MAHARAJ e foi por ele repreendido por tê-lo chamado sem que houvesse uma verdadeira necessidade, apenas para satisfazer a curiosidade, fútil de poucas pessoas. O MAHAMUNI disse a SRI SHYAMACHARAN que daquela data em diante não mais responderia àquele tipo de oração , e que iria encontrá-lo somente quando fosse necessário.
 A mente descrente daquelas pessoas transformou-se diante da visão da glória de Deus, quando puderam observar, diretamente, os maravilhosos e milagrosos poderes da prática da Yoga.
Alguns pediram imediatamente a iniciação a SRI SHYAMAVHARAN.
O primeiro que recebeu dele a iniciação, em Benares, foi um florista do templo de KEDERESHWAR; então foi a vez de SRI BHAGAVAN DAS, um devoto HARIJAN (sem casta) que foi infinitamente abençoado pela iniciação. Embora fosse um homem de grande erudição na cultura védica e um BRAHMANE de classe alta, dando a iniciação a todos, sem fazer distinção de casta nem de credo, SRI SHYAMACHARAN foi o pioneiro de uma revolução social e religiosa, na sociedade indiana da época. Se algum PANDIT protestava contra esta iniciação, ele respondia: “ Pode-se encontrar pessoas de mentalidade inferior entre os BRAHMANES e de mentalidade BRHMANICA entre os Hindus de classe baixa. Por isso considero como meu dever dar a iniciação a todo buscador espiritual sincero, sem fazer distinção de casta ou credo “. E, realmente, viu-se que homens de todas as castas e credos, do BRAHMAN PANDIT ao mais baixo SUDRA, dos Hindus intocáveis aos Mulçumanos, e até aos ingleses, todos encontraram um lugar no grupo dos seus discípulos.
Quando souberam dos seus milagrosos poderes sobrenaturais, aos poucos os seus parentes foram recebendo iniciação, dada por ele. Também sua esposa foi abençoada com a iniciação, após um incidente estranhíssimo. De coração puro e continuamente empenhada nas atividades domésticas, no início Kashimoni Devi dificilmente perceberia que o marido estava extraordinariamente evoluído no seu SADHANA: Um dia, acordando de repente, no meio da noite, percebeu que SRI SHIAMACHARAN não estava no quarto; contudo a porta estava fechada por dentro. Estranhou o fato, e de repente percebeu que SRI SCHYAMACHARAN estava sentado no ar, levitando, em posição de lótus, no interior do quarto e o seu corpo estava circundado de luz. Tudo aquilo lhe pareceu um sonho. Percebendo que era momento oportuno, SRI SCHYAMACHARAN lhe disse com voz clara: “Mulher, você está ainda dormindo; acorda, afasta do seu corpo este sono ilusório e desperta”. Devido à ardente súplica da perpléxa KASHIMONI DEVI, ele desceu e naquela mesma noite abençoou-a dando-lhe a iniciação. Nos anos seguintes, realizando grandes feitos na prática da Yoga, KASHIMONI DEVI mostrou-se uma companheira digna do YOGIRAJ SRI SHYAMACHARAN LAHIRI MAHASAYA.
Embora SRI SHYAMACHARAN desse iniciação a todos, sem fazer distinção, independente de casta ou credo religioso , contudo costumava avaliar o estado mental de cada um dos buscadores e a alguns não a concedia. Ao invés de dar a iniciação às pessoas que sentiram-se apenas momentaneamente não apegadas devido a um sofrimento temporário, ele costumava mandar de volta para casa aqueles pobres aflitos, dando-lhes consolação e conselhos diversos.
Muitos não tiveram sucesso nos seus pedidos de iniciação, se não havia chegado o momento oportuno para a prática da Yoga ou se não tinham sentido nos seus corações um sentimento forte de não-apego. Outros, ainda, não puderam receber a graça da iniciação nem mesmo após terem esperado cinco ou dez anos; por outro lado, houve devotos de muita sorte porque foram abençoados com a iniciação logo após tê-lo encontrado. A outros, ainda, foi permitido receber a iniciação após a autorização dos próprios familiares.
No momento de dar a iniciação SRI SHYAMACHARAN tinha o hábito de seguir alguns costumes27 . O devoto que desejava ser iniciado deveria receber alguns votos no momento da iniciação: 1- Não direi a ninguém sobre a minha iniciação em KRIYA-YOGA; 2- De agora em diante considerarei e respeitarei todas as mulheres como se fossem minha mãe; 3- Enquanto estiver vivo continuarei a praticar KRIYA e se adoecer procurarei praticar KRIYA mentalmente; 4- Farei o possível para ter, sob controle, os inimigos da alma, como sexo, a raiva, etc, e praticarei TAPAS (austeridade e abstinência); 5- Permanecerei em companhia de pessoas santas, lerei o BHAGAVAD-GITA todos os dias e me considerarei a mais humilde de todas as pessoas.
Até que ponto SRI LAHIRI BABA, mesmo no seu estado de SADGURU, considerava-se verdadeiramente o mais humilde de todos, estava claramente evidente no comportamento dos seus discípulos. Costumava dizer a todos; “Se alguém me pergunta, exponho –lhe simplesmente este método excelente que eu mesmo obtive”. De fato ele costumava criar uma relação de jovial amizade com os seus discípulos. Além disso, não permitia que ninguém o cumprimentasse tocando-lhe os pés. Quando os discípulos se inclinavam diante dele para saudá-lo, também ele retribuía a saudação com ainda maior humildade, reconhecendo cada pessoa como manifestação da divindade. Recomendando ao KRIYABAN para praticar a KRIYA com perseverança e com o máximo segredo e isolamento, dizia: “Meu filho, trabalhe para sua liberação; não há necessidade de falar com ninguém mais”.
Mesmo durante o intenso período de austeras práticas yogues, SRI SHYAMACHARAN continuou a desenvolver regulamente o seu trabalho e estava sempre pronto a seguir as ordens dos seus superiores. Apesar de estar continuamente obrigado a andar de lá para cá, ou a trabalhar ou a falar com as pessoas sobre coisas importantes, ele tinha a aparência de uma estátua móvel e estava sempre, profundamente, imerso em contemplação, como se fosse um habitante da “cidade celeste”, completamente tomado pelo fervor da existência-consciência e beatitude absoluta, privo de qualquer sentimento do mundo exterior e liberto do corpo enquanto ainda em vida. Esta é, exatamente, a característica do homem de ação, tal como é descrita na BHAGAVAD-GITA. SRI SHYAMACHARAN era verdadeiramente a perfeita encarnação daquele trecho do GITA que diz: “embora esteja sempre empenhado na ação, eu não faço absolutamente nada”. Apesar dos inúmeros compromissos das atividades do mundo, SRI LAHIRI BABA expressava sempre e com a máxima naturalidade, a sua realização do Absoluto BRAHMAN, presente em todas as criaturas vivas, e a sua intuição que transcendia tempo e espaço Tudo isto teve comprovação um dia no escritório onde trabalhava, em Danapur. A esposa do superintendente29 do seu escritório caiu gravemente doente em Londres e não tendo ele recebido cartas da esposa por um longo tempo, o marido estava muito aflito. Vendo o grande sofrimento do homem, SRI SHYAMACHARAN pôs-se, imediatamente, a meditar em uma sala isolada. Passado um tempo o Yogiraj saiu sorridente da sala e disse ao oficial que não havia motivos para ele se preocupar; a esposa já estava curada da doença e logo ele receberia uma carta dela. Assim dizendo citou trechos da carta. O superior ficou muito surpreso; ele estava de certa forma, familiarizado com os feitos milagrosos dos Yogues devido à sua longa permanência na Índia, mas dificilmente esperaria que as palavras de Yogiraj se revelassem verdadeiras, nos mínimos particulares. Alguns dias depois o oficial recebeu uma carta da esposa e, quando constatou que a predição de SRI SHYAMACHARAN tinha sido exata em todos os detalhes, então constatou a importância e autenticidade dos misteriosos poderes da Yoga. Assim, a fama dos poderes sobrenaturais de SRI LAHIRI MAHASAYA começou a difundir-se por toda parte. O que aconteceu depois foi ainda mais surpreendente. Passado algum tempo, a esposa do oficial foi se encontrar com o marido na Índia. Um dia, visitando o escritório do marido, ela ficou surpresa ao encontrar SRI SCHYAMACHARAN. Durante a sua doença tinha visto aquela mesma pessoa, que a consolava, perto do leito do hospital; daquele momento em diante a sua cura foi sendo feita. O seu espanto não teve limites quando viu, diante dos seus olhos, o homem que havia visto em sonho. Quando soube toda a estória, a senhora ficou imensamente grata ao enlevado Yogiraj. Então, ela e o marido não tiveram mais dúvida sobre a grandeza dos poderes da Yoga.
Quando vivia em Danapur, SRI LAHIRI MAHASAYA recebeu uma lição significativa do seu GURUDEVA. Ele sentia antipatia pelos monges errantes fortemente inclinados a fumar HASHISH. Um dia, enquanto percorria as ruas da cidade, ele viu SRI SRI BABAJI MAHARAJ que limpava os utensílios de um desses SADHU, viciado em HASHISH. O divino BABAJI MAHARAJ disse, com voz firme, ao estupefato SHYAMACHARAN: “ Tome consciência de que o Divino está presente em cada ser humano, não desdenhe de ninguém; prestar serviço aos SADHU é uma ação nobre. Lembre-se que o senhor mora em cada criatura viva. Quem pode saber como e por meio de quem Ele se manifesta? Todos os SADHU merecem o seu serviço .”
Compreendo o significado daquilo que o onisciente SRI SRI BABAJ MAHARAJ havia dito, SRI SRI SHYAMACHARAM prostou-se profundamente aos seus pés e implorou o perdão dele. Desde então ele têve grande respeito por todos os tipos de SADHU. MAHAVATAR BABAJI MAHARAJ lhe fez ver a verdade que o Senhor está presente em todos os seres vivos e então desapareceu no ar.
Um carteiro chamado Brinda Bhakat foi a primeira pessoa que ele iniciou em Danapur. Sri Brinda Bhakat evoluiu tanto em sabedoria espiritual que, freqüentemente, era convidado a participar de reuniões com pessoas eruditas para esclarecer pontos difíceis da Sagrada Escritura30. Provando que as verdades da Yoga estão presentes de maneira latente, em todos os sistemas de realização de Deus, Sri Brinda causou surpresa e admiração aos PANDITS doutos. 
No período que vai de 1872 a 1885 Sri SHYAMACHARAN prestou serviço alternadamente em Danapur e Benares. Quando trabalhava em Danapur ele ficava sozinho. Durante este período numerosos devotos receberam iniciação. Depois que deixou o serviço, em 1885, ele viveu em uma casa em Garudeshwar, em Benares, até o último dia de sua vida.
SRI LAHIRI MAHASAYA tinha 57 anos quando se aposentou31. Como o seu salário era bastante modesto ele procurou complementar seus rendimentos dando aulas particulares. Foi professor particular de Sri Prabbunarain Singh, filho do KASHI NARESH, o rei de Ramnagar. O próprio KASHI NARESH, o rei Ishwarinarain, era culto, inteligente e muito devotado ao estudo das antigas e sagradas Escrituras; naturalmente admirava o PANDIT dedicado ao estudo dos VEDAS. À proporção que reconheciam a suas realizações espirituais e o profundo conhecimento das sagradas Escrituras, o rei e o príncipe ficavam, cada vez mais atraídos pelo Yogiraj. Também os altos oficiais da corte real o consideravam com a máxima reverência. Devido ao incômodo ao qual SRI LAHIRI BABA devia submeter-se todos os dias, pelo fato de ter que se deslocar de Banares para Ramnagar, o rei decidiu, com grande zelo, que o Yogiraj vivesse no mesmo palácio real. Tanto o rei ISHWARINARAIN, como o príncipe foram iniciados em KRIYA-YOGA; 32 depois deles, muitos oficiais da corte real de Ramnagar receberam iniciação em KRIYA-YOGA. Devido à idade avançada ele não pode permanecer em Ramnagar por muito tempo. Então retornou a Benares e permaneceu em sua casa. Ainda hoje a sala onde sentou-se, ininterruptamente, durante os últimos anos de sua vida terrena, dia e noite absorto em SAHADI, é considerada por todos os praticantes de KRIYA-YOGA um lugar sagrado de peregrinação.
Embora tenha se tornado como o senhor Shiva, o maior de todos os yogues, YOGIRAJ SRI LAHIRI MAHASAYA nunca recusou o trabalho comum feito para o bem da humanidade. 
Naquele tempo, a caça dos pombos que viviam nas margens do Ganges, em Benares, incomodava a muitos. SRI SCHYAMACHARAN sofria muito com a morte dos pássaros, que eram sacrificados diante dos seus olhos, sem nenhum motivo; foi assim que fez uma queixa junto às autoridades competentes, para que pusessem um fim àquela absurda crueldade. Como resultado do seu ato, em pouco tempo, a morte dos pombos que viviam nas margens do Ganges foi proibida para sempre.
Uma vez, em 1886, por ocasião do casamento do filho caçula SRI DUKARI LAHIRI, SRI LAHIRI MAHASAYA foi para Bishnupur33. Pelo respeito expontaneamente mostrado ao Yogiraj, muitos devotos de Bishunupur reuniram-se ao grupo de seus discípulos e receberam a iniciação em KRIYA-YOGA. Também nos nossos dias pode-se encontrar KRIYABANS, altamente desenvolvidos, em muitas zonas dos distritos de Bankura e Bishupur.
Desde a juventude, YOGIRAJ LAHIRI MAHASAYA foi inspirado pelos ideais de zêlo e integridade. Cumprindo exemplarmente todos os seus deveres como, por exemplo, a realização das obrigações familiares, o serviço prestado ao bem público e a prática das austeridades espirituais feitas com cuidadosa observância da disciplina, ele quis nos mostrar o grande ideal de sua vida perfeita. Durante todo o período que esteve em serviço, nunca usou uma licença por motivo que não fosse sério, somente para passar um tempo futilmente. Por natureza era sempre alegre e incansável. As vicissitudes da vida nunca podiam entristecê-lo. Devido ao seu ganho modesto, realizou todos os deveres familiares e sociais com parcimônia e comedidamente, e isto seja com relação as necessidades familiares, seja na instrução dos filhos ou ao fazer caridade. A tal propósito devemos recordar que a contribuição de Srimati Kashimoni Devi não foi menos importante do que a do marido. Todavia, apesar do modesto ganho, SRI SHYAMACHARAN pôde construir 5 ou 6 casas em Benares.
A sala da casa de Garudeshwar Mohulla é hoje considerada, por todos os KRYABANS, como um lugar sagrado de peregrinação ligado à santa memória de SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI
MAHASAYA; foi nesta sala onde ele passou a maior parte de sua existência terrena, a partir do momento em que se, aposentou, permanecendo sempre imerso, profundamente , no estado divino da consciência do Ser. Durante este período, um notável número de aspirantes, que tomaram conhecimento de sua iluminação espiritual, teve a sorte e o privilégio de refugiar-se sob a sua santíssima proteção, recebendo a iniciação em KRIYA-YOGA. Nesta época, quase todo dia, após ter tomado banho no Ganges e de ficar sentado por algum tempo no pátio interno da casa de SRI KRISHNARAN, um devoto BRAHMAN MAHARATI que morava em RANAMAHAL, o levava para a casa. Algumas vezes, visitava a casa de Krishnaranji, também à noite, discutia coisas sobre KRIYA-YOGA com os devotos e discípulos. Krishnaranji era o sacerdote da divindade do templo que foi construído pela rainha de Udaypur. Ele seguia SRI SRI LAHIRI MAHASAYA como uma sombra, prestando-lhe inumeráveis serviços. Quando, por causa da doença, o corpo se SRI SRI LAHIRI MAHASAYA tornou-se muito debilitado – um pouco antes da sua morte – o devoto Krishnaranji ficou, incansavelmente, dia e noite a seu serviço.
Cerca de dez anos antes do MAHAPRAYAN (a grande saída final do corpo ou MAHASAMADHI), que aconteceu em 1895, SRI SRI LAHIRI BABA começou a explicar as mais importantes Escrituras sagradas segundo os princípios de KRIYA-YOGA. O grupo de discípulos que sentava-se aos seus pés de lótus, e que praticava regular e sinceramente KRIYA, costumava anotar as suas explicações. Entre estes discípulos principais queremos mencionar os nomes de Sri Panchanon Bhattacharya, Srimat Swami Sri Yukteshwar Giri, Sri Prasad das Goswami e Sri Bhupendranath Sannyal34. O grande GURU SRI SRI LAHIRI MAHASAYA nunca escreveu um livro, nem nunca se preocupou em publicar alguma Escritura entre aquelas comentadas por ele. Srimat Panchanon Bhattacharya Mahasay, um dos seus principais discípulos, fundou em Calcutá uma organização ( a ARYA MISSION INSTITUTE) que tinha como finalidade a difusão de KRIY-YOGA, e então começou a publicar as sagradas Escrituras com os comentários de SRI LAHIRI BABA: Inicialmente, estes livros foram distribuídos somente entre sinceros KRIYABANS, porque os comentários de SRI LAHIRI BABA, breves e sintéticos, eram simples acenos profundamente erméticos, baseados na realização espiritual e vistos à luz das práticas yogues. Para o homem comum o significado daqueles comentários parecia incompreensível. De fato, havia a possibilidade de uma errônea interpretação das mais secretas doutrinas da vida espiritual. Nos anos que se seguiram, alguns de seus discípulos publicaram muitas daquelas sagradas Escrituras dirigindo-se ao leitor comum e dando uma elaborada explicação das palavras de verdade praticada pelo mestre. As pessoas ardentemente religiosas, os aspirantes às práticas yogues e, sobretudo, os iniciados KRIYABANS consideraram as sagradas Escrituras explicadas por SRI SRI LAHIRI BABA como um refúgio supremo no campo das dificuldades espirituais encontradas ao longo da prática individual. Entre as sagradas Escrituras por ele comentadas, as principais são: a  SRIMAD BHAGAVAD GITA, as YOGA SUTRAS de Patanjali, a filosofia VAISHESHIKA, a filosofia SANKHYA , a CHARAKA-SAMHITA, o JAPJI, a filosofia VEDANTA, a ASHTAVAKRA SAMHITA, a KABIR GITA, o MIMANSARTHA SANGRAHA, a MANU SAMHITA ou MANU RAHASAYA.
Entre os seus deveres mais importantes estava o de manter um diário onde anotava, todos os dias, as coisas mais importantes e os conselhos necessários para a prática espiritual.
A cama de madeira, o velho tapete, o par de sandálias de corda que ele usava, estão até hoje conservadas na sala do Yogiraj, em honra à sua memória. Também a cópia do Bhagavad-Gita
escrita em DEVANAGARI, que ele costumava ler, é até hoje recitada pelos seus descendentes.
Sobre a cama de madeira, na sala, há um grande retrato a óleo de SRI SRI LAHIRI BABA, pintado pelo seu digno discípulo-artista Sri Gangadhar Dey.
Em 26 de setembro de 1895, no momento de união do MAHA-ASTAMI, YOGIRAJ SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI deixou definitivamente este plano terreno para alcançar a eterna
morada, reservada a um yogue. Só um mês antes daquela data apareceu, no corpo dele, um furúnculo, nas costas. Segundo seu desejo, o corpo não foi operado. Seguindo as suas instruções, sobre a ferida foi aplicado só óleo de NEEM (óleo extraído de uma árvore). No momento do ARATI(adoração com luzes, etc) do SANDHI-PUJA do MAHA-ASTAMI (a adoração de Durga no momento de transição entre o 8º e o 9º dia dedicado a ela), quando os sinos começaram a soar, Yogiraj Sri Lahiri Mahasaya abriu os olhos pela última vez, pousou o seu olhar compassivo sobre os familiares e discípulos reunidos em volta e então os fechou definitivamente, tomando o vôo Divino em direção à morada celeste, em perfeita paz e tranqüilidade. Deixando o plano da atividade terrena, a sua entidade imortal retornou ao pacífico seio do onipresente e divino Ser (PARAMATMAN). Ambos os filhos, os parentes, a esposa, muitos discípulos e devotos estavam presentes na sua passagem.
Seis meses antes que deixasse o corpo, um dia, ele confidenciou a Srimati Kashimoni Devi que em breve poria um fim ao seu jogo (LILA) terreno. Também naquela ocasião, SRI SRI LAHIRI BABA expressou o desejo que o seu corpo fosse colocado em uma tumba, no interior de sua casa . Mas a sua vontade não pôde ser realizada porque, no momento decisivo, todos os familiares estavam tão transtornados pela dor e o seu desejo foi completamente esquecido. Ao mesmo tempo, os santos e PANDITS de Benares expressaram-se favoráveis à cremação do corpo. Inúmeros discípulos e devotos de SRI LAHIRI MAHASAYA realizaram os últimos ritos sagrados no famoso Manikarnika Ghat, de Benares. Após a cremação, as suas cinzas foram misturadas com a areia do rio Ganges e com a preciosa pasta de sândalo e, então conservadas em um vaso, que está ainda hoje, preservado devotamente em um recanto da sua casa.
Descrever a magnitude dos poderes yogues de SRI LAHIRI BABA pode ser apenas uma excentricidade de ser humano comum. Os que tiveram o privilégio de estar constantemente em sua sagrada companhia, puderam, até um certo ponto, dar testemunho dos seus poderes yogues. Está muito além da capacidade intelectual do ser humano comum compreender a grandeza dos progressos espirituais de um grande santo que realizou Deus; um santo ao qual almas libertas como aquelas de Sri Trailanga Swami, do grande estudioso monista Swami Bhaskarananda e de muitos outros santos e PANDITS de Benares – reconhecendo o seu estado sempre puro de iluminação e liberação – homenagearam-no pelas suas excepcionais austeridades religiosas. Aqui mencionaremos só poucos exemplos que ilustram os seus extraordinários poderes yogues, para proveito dos leitores de inclinação religiosa. Embora, às vezes, o esplendor dos poderes milagrosos se manifestassem, no seu comportamento exterior, para despertar nos discípulos e nos devotos interesse e intusiasmo pelas práticas espirituais em geral, SRI SRI LAHIRI MAHASAYA evitava demonstrá-los. Como o seu onisciente GURUDEVA SRI SRI BABAJI MAHARAJI, ele também gostava de viver uma vida que passasse inobservada aos olhos públicos. A sua vida cotidiana estava além do jogo dos opostos de esperança e desesperança, simpatia e antipatia, prazer e dor. Em 1892 morreu, em casa, a sua segunda filha. Naturalmente toda a casa estava coberta com um manto de dor e havia prantos e lamentações por toda parte, porém SRI SRI LAHIRI MAHASAYA permaneceu sentado , como de costume, na sala, em posição de meditação, sem demonstrar a menor perturbação.
Um vez, os discípulos e devotos de SRI SRI LAHIRI BABA desejaram ardentemente possuir uma sua fotografia42. Um dos discípulos, o famoso artista Sri Gangadhar Dey, foi autorizado a tirar uma foto. Embora todo o resto aparecesse na foto, a imagem de SRI SRI LAHIRI MAHASAYA sempre faltava. Não conseguindo após várias tentativas, finalmente Gangadhar Babu caiu aos pés do mestre. SRI SRI LAHIRI BABA era puro espírito, onipresente e onisciente. Como poderia um mecanismo técnico e inanimado captar a sua forma? Gangadhur Babu admitiu a derrota da ciência material diante da ciência espiritual e pediu ao mestre que desse a sua permissão para que os discípulos pudessem ter uma foto da amada forma física. Finalmente Lahiri Baba satisfez o desejo dos seus devotos. Esta é a única fotografia que temos dele, e agora, nas mãos de vários artistas, tomou diversas formas. Mostrando a fotografia, ele costumava avisar aos seus discípulos dizendo: “Prestem atenção, não concluam o trabalho colocando, simplesmente, pasta de sândalo e flores diante da imagem; ao mesmo tempo devem fazer KRIYA, JAPA e meditação todos os dias”. Uma vez disse a um dos seus parentes mais próximos: ” Se a consideram apenas como uma foto, então assim será. Mas se, com devoção, a considerarem como viva e cheia de consciência, então ela, como conseqüência , produzirá efeitos.
Em outra ocasião, Sri Chandramohan, um jovem vizinho de SRI SRI LAHIRI MAHASAYA, após ter se formado em medicina, foi até ele para receber a benção. Cheio de amor SRI SRI LAHIRI BABA alongou o braço diante do novo doutor para testar a profundidade do seu conhecimento médico, pedindo-lhe para sentir a sua pulsação. Após ter sentido o pulso, o doutor Chandramohan ficou mudo devido à surpresa: não havia nem pulso, nem respiração, mas Lahiri Baba estava consciente e o seu corpo estava perfeitamente normal. O recém formado e a sua ciência médica não puderam resolver o mistério daquela retenção dos sentidos. Finalmente o Yogiraj explicou-lhe algumas coisas técnicas da ciência da yoga e concluiu: “ Chandramohan, não existe um fim para a consciência , que é ilimitada; por isso alimente sempre no seu coração o desejo de sabedoria”. O doutor Chandramohan foi especialmente abençoado porque recebeu a iniciação dada pelo grande yogue. Um médico chamado Pareshnath, naquela época, era muito famoso em Benares. Paresnhnath “Kaviraj”era considerado pela sociedade como um DHANWANTARI, o médico dos deuses. Uma vez escreveu uma interpretação do CHARAK-SAMBITA – o livro da medicina indiana. O fato corroborou, posteriormente, a sua fama nos círculos médicos. Aconteceu que, por acaso, SRI SRI LAHIRI BABA leu a interpretação e, porque havia algumas interpretações errôneas, ele não ficou muito satisfeito . Quando Pareshnath Kaviraj escutou os comentários de Lahiri Baba ficou fascinado. O Yogiraj mandou chamar o médico e explicou-lhe os erros de interpretação à luz dos princípios da yoga . O sábio médico admitiu o erro e fez as devidas correções, desde então foi dignamente acolhido como um devoto sincero . Kaviraj Mahasaya recebeu a iniciação em KRIYA-YOGA e obteve muita iluminação espiritual. Às vezes ficava tão profundamente imerso em SAMADHI que SRI SRI LAHIRI BABA tinha que ir à sua casa para trazê-lo para a consciência externa. Por ilimitada reverência para com o seu GURUDEVA , Kaviraj Mahasaya doou a casa construída com suas próprias economias para a família de SRI SRI LAHIRI BABA.
Sri Subaran Mistri, um discípulo de Lahir Mahasaya, nos dá um perfeito exemplo de como um homem possa estar passando grandes dificuldades devido aos seus desejos vãos. O artesão carpinteiro Suraran era um homem simples, modesto e de boa natureza. O nome e a fama de Subaran Mistri espalhou-se até por terras distantes devido às suas refinadas qualidades artísticas e à sua capacidade de criar elegantes objetos de madeira. Por muitos anos consecutivos fez exposição dos seus trabalhos artísticos na França e em outros lugares da Europa. Toda vez que retornava da Europa, Subaran sentia um enorme prazer quando contava os acontecimentos da viagem ao seu GURUDEVA, Sri Sri Lahiri Mahasaya. Em nenhuma das suas viagens de navio tinha assistido a uma tempestade e isto era uma espécie de desejo que ele alimentava, mas que não se realizava46. Tendo tido outra oportunidade de participar de uma nova exposição, Subaran Mistri viajou por mar, levando todo o seu material artístico. Após alguns dias de navegação, houve uma tempestade terrível, o navio estava quase para afundar e os passageiros estavam mortos de medo.Também Subaran Mistri foi tomado pelo medo e começou a rezar para Sri Sri Lahiri Baba. Benevolente e caridoso para com os seus fiéis devotos, Yogiraj Lahiri Mahasaya respondeu às preces de Subaran e o acalmou, mas ao mesmo tempo o repreendeu com tom muito duro dizendo: “Por que este desejo frívolo? Agora olhe o perigo e a dor intensa da tantas pessoas”! A iniciação de Sri Hitlal Sarkar 47, do vilarejo de Akra (no distrito dos 24 Pargamas, Bengala), foi um outro exemplo luminoso da intuição espiritual do grande yogue Shyamacharan Lahiri. Hitlal era um comum operário de fábrica. Embora ganhasse pouco e fosse difícil suprir as necessidades de sua casa, quando encontrava alguém em grande dificuldade ou na pobreza, Hitlal doava o que tinha. Ele não era muito dedicado à vida familiar e assim, uma manhã saiu de casa para ir para a fábrica, mas ao invés de ir para o trabalho, foi para Benares. Quando chegou em Benares, cidade que ele não conhecia, não sabendo onde ficar, começou a caminhar de um lugar para outro até que entrou em uma rua do quarteirão de Bengalitola, como se alguém o tivesse conduzido ali por meio de hipnose. Parado, diante dele, na porta de uma casa, havia uma pessoa de bom aspecto, de pele clara e de modos tranqüilos; aquele homem estava ali como se esperasse um novo hóspede. SRI SRI LAHIRI BABA convidou - o para entrar em casa e deu-lhe hospitalidade. Então Hitlal entendeu que o seu desejo seria satisfeito; aquele santo era o seu veneradíssimo GURUDEVA. A cerimônia de iniciação realizou-se no momento oportuno. Após ter recolhido o grande tesouro, Hitlal regressou para casa cheio de imensa alegria.
Após a morte de Lahiri Mahasaya alguns parentes e as mulheres de sua família puderam testemunhar, em muitas ocasiões, a sua Divina presença48. Observou-se que todo ano, no momento da passagem, no dia do MAHA-ASTAMI (oitavo dia da lua crescente no mês de ASWIN, setembro ou novembro), o seu retrato pintado a óleo, mantido sobre o sofá da sala, onde ele sentava-se sempre nos últimos anos de sua vida, ficava coberto de nuvens por alguns minutos e após alguns segundos a obscuridade se dissipava. Um grande infortúnio abatia-se sobre a casa se alguém tirava do lugar qualquer um dos objetos que ele havia usado e que eram mantidos com veneração na sala. O problema só era resolvido quando o objeto era recolocado no seu lugar e se inclinavam diante do Yogiraj. Um outro acidente estranho foi narrado por Kashimoni Devi, esposa do Yogavatar. Na idade madura Kashimoni Devi tinha o costume de repousar após o almoço, permanecendo completamente só no quarto por umas duas horas. Junto à cama havia uma cadeira. Todos os dias, na mesma hora, SRI SRI LAHIRI BABA vinha, no seu corpo etéreo, sentava-se e falava com Kashimoni Devi. Pode parecer inacreditável, mas para um eminente santo, um grande yogue e um homem de profunda sabedoria tal coisa é realmente possível. Ele estava completamente unido com o Senhor supremo, o Divino Pai do universo, e consolidado na equanimidade perfeita. Ao doce comando da sua vontade, podia materializar e desmaterializar a sua forma corpórea.
Não havia limites para os poderes sobrenaturais do Yogiraj SRI SRI LAHIRI MAHASAYA. Apesar do seu coração ser imperturbável como o do senhor Shiva - o maior dos yogues- o seu olhar tudo via, a sua compaixão era extremamente compreensiva e todas as orações chegavam aos seus ouvidos. SRI SRI LAHIRI BABA estava, por assim dizer, presente no ser interior dos seus devotos e discípulos , como se cada um deles estivesse sempre diante dos seus olhos e ele pudesse escutar o coração de todos. Abhya, uma discípula que vivia em Calcutá, uma vez teve um grande desejo de ver o seu divino GURUDEVA. Assim apressou-se para pegar o trem para Benares. Quando chegou à estação o trem já estava para partir da plataforma e Abhya ainda tinha que comprar a passagem. Viu-se o que o trem permaneceu parado e incapaz de mover-se, como se houvesse algum defeito mecânico . Na estação começou a haver confusão e gritaria. Contudo, ninguém conseguia descobrir qualquer defeito e nem o trem andava um só centímetro. Incidentalmente, o chefe da estação correu para a bilheteria e, vendo Abhaya com tanta pressa, ele mesmo comprou a passagem e a colocou no trem. Logo que se acomodou no assento, o trem começou a se movimentar. No dia seguinte, quando chegou em Benares, Abhaya compreendeu que o que havia acontecido tinha sido, simplesmente, um milagre realizado pelo próprio Yogiraj50. Mesmo tendo sido repreendida e convidada a ser mais pontual quando fosse pegar o trem, o coração de Abhaya encheu-se de devoção e reverência pois percebeu a glória do cuidado sempre vigilante do seu GURUDEVA: Em outra ocasião, já tendo perdido oito filhos, mortos logo após o nascimento, Abhaya rezou ardentemente para o seu divino GURUDEVA para que pudesse ter um outro filho. Também desta vez SRI GURUDEVA satisfez o seu desejo. Quando o nono filho nasceu, SRI SRI LAHIRI BABA manifestou-se no seu corpo etéreo, no quarto da parturiente, salvando assim o filho dela da morte.
A estória narrada por Sri Yukteshwar Giriji- um dos mais avançados discípulos de SRI SRI LAHIRI MAHSAYA – sobre a ressurreição do seu amigo Ram, nos dá um outro exemplo surpreendente dos poderes sobrenaturais do Yogiraj. Quase todo ano, durante um certo período, Sri Yukteshwar Giriji tinha o costume de visitar Benares e ficar um pouco lá. Naquela cidade ele tinha um amigo chamado Ram, também ele discípulo de LAHIRI MAHASAYA. Um dia Ram contraiu cólera asiática. Os médicos o trataram da maneira usual. Sri Yukteswar Giriji ajudava Ram, mas apesar de todo o seu cuidado não havia sinais de melhora nas condições do amigo. Sri Yukteswar Giriji deu estas notícias a SRI SRI LAHIRI BABA, implorando fervorosamente para que curasse Ram, o mais rápido possível. O Yogiraj assegurou-lhe que Ram se restabeleceria muito brevemente, pois os médicos estavam tratando dele. Contudo, o amigo piorava cada vez mais. Os médicos não conseguiam curá-lo e perderam as esperanças. Para Ram não havia mais nada a ser feito. Sri Yukteswar Giriji correu várias vezes para o seu GURU, mas só recebia a mesma resposta:”Ram ficará bem”. Dificilmente Giriji Maharaj podia acreditar naquelas palavras. Retornou e perplexo encontrou Ram no seu leito de morte, sem nenhum sinal de vida. Transtornado pela dor, retornou ao seu GURUDEVA e, com grande emoção, contou que estava tudo acabado. Com o coração imperturbável SRI SRI LAHIRI BABA consolou-o e lhe pediu que meditasse um pouco. Seria possível acalmar a mente e meditar sentindo angústia e dor ? Contudo, atendendo à solicitação do divino SRIGURU, Sri Yukteshwar Maharaj se empenhou em meditar. Após algumas horas LAHIRI BABA deu-lhe um frasco com óleo de NEM, dizendo-lhe: “Agora vá e coloque sete gotas do óleo deste frasco na boca de Ram”. Como se estivesse sendo guiado por um vento mágico, Sri Yukteswar voltou correndo e abriu a boca já fria de Ram e pingou sete gotas de óleo de NEEM. Logo que pingou o óleo, o corpo inanimado de Ram começou a palpitar. Rapidamente Ram sentou-se na cama. E não só isso, depois de alguns minutos começou a andar indo diretamente ao encontro do seu divino GURUDEVA. Devido à esta extraordinária experiência, percebendo a imaculada grandeza dos poderes sobrenaturais do divino GURUDEVA – Yogiraj Yogavatar SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI MAHASAYA – os devotos e os discípulos ficaram completamente fora de si devido à surpresa. Infinita é a glória dos poderes sobrenaturais da yoga52. Por mais inacreditável que possa parecer, isto é verdade como a luz vem do sol. A vinda a este mundo do Yogiraj SRI SRI LAHIRI MAHASAYA e dos grandes santos como ele, acontece apenas para manifestar, de forma evidente, a grandeza do onipotente, onisciente Senhor Supremo do universo. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Kundalini Yoga- Swami Sivananda




 "Kundalini é uma energia cósmica - enroscada e adormecida – que encontra-se em toda a matéria orgânica e inorgânica dentro de nós, e qualquer conhecimento que trate sobre o assunto pode ter grandes dificuldades por ser muito abstrato. No entanto, nas páginas que se seguem, a teoria vem analisar na forma mais sútil essa energia cósmica e sugerir métodos práticos para o despertar de indivíduos a esta grande força intocada. O livro explica a teoria e a ilustra a prática de Kundalini Yoga.
   Estamos confiantes de que para o aspirante espiritual, este livro Ele servirá como uma luz amorosa que iráleva-lo através do becos escuros de uma área de exercícios de yoga ainda inexplorada, enquanto ao leigo contém uma riqueza de informações novas para ser um complemento valioso no seu conhecimento da cultura Yóguica.- Sociedade da Vida Divina". 

Tradução do Livro Kundalini yoga (Espanhol) para o Português por S.ParamPrem

CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO- Swami Sivananda




Este Livro é uma Jóia Rara, sua edição foi esgotada há muitos anos.
Constitui Rara fonte técnica, um dos principais trabalhos de Sivandají.

https://drive.google.com/file/d/0B9ULareyz8zsaG81U0xSV3VtaEE/view?usp=sharing

Hari om tat sat
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quarta-feira, 2 de março de 2011

SHIVARATRI
By Sri Swami Sivananda




Esta cai no dia 13 (ou 14) dias da metade escura do Phalgun (fevereiro-março). O nome significa "noite de Shiva". A cerimônia tem lugar à noite. Este é um festival observado em honra do deus Shiva.

Shiva casou-se com Parvati neste dia.

As pessoas observam estrito jejum neste dia. Alguns devotos nem mesmo tomar uma gota de água. Eles mantêm a vigília a noite toda. O Shiva Lingam é adorado durante a noite, lavando-a cada três horas com leite, coalhada, mel, água de rosas, etc, enquanto se canta o Mantra: Om Namah Shivaya continuamente. Oferendas de folhas de Bael são feitas para o Lingam. As folhas de Bael são muito

agradas, é dito, Lakshmi reside neles.

Hinos em louvor ao Senhor Shiva, como o Shiva Mahimna Stotra do Pushpadanta ou Ravana Shiva Tandava Stotra são cantados com grande fervor e devoção. As pessoas repetem o mantra Panchakshara, Om Namah Shivaya. Aquele que entoa os Nomes de Shiva durante o Shivaratri, com perfeita devoção e concentração, fica livre de todos os pecados. Ele alcança a morada de Shiva, e viverá feliz lá. Ele será liberado da roda de nascimentos e mortes. Muitos peregrinos afluem aos locais onde estão os templos de Shiva.


A história de King Chitrabhanu

No Shanti Parva do Mahabharata, enquanto, Bhishma, descansando na cama de flechas e discorrer sobre o Dharma, se refere à observância do Maha Shivaratri pelo rei Chitrabhanu. A história é a seguinte.
Era uma vez Chitrabhanu rei da dinastia Ikshvaku, que governou durante todo o Jambudvipa, foi observado um rápido com sua esposa, sendo o dia de Maha Shivaratri. O sábio Ashtavakra veio em uma visita à corte do rei.

O sábio perguntou: "Ó rei! Por que você está observando um rápido hoje?"
Rei Chitrabhanu explicou porquê. Ele tinha o dom de lembrar os incidentes de sua vida anterior.

O rei disse ao sábio:... "Em minha vida passada eu era um caçador em Varanasi Meu nome foi Suswara Minha vida era matar e vender pássaros e animais Um dia eu estava vagando pelas florestas em busca de animais I foi ultrapassado. pela escuridão da noite. Incapaz de regressar a casa, subi numa árvore para abrigo. Foi o que aconteceu para ser uma árvore Bael. Eu tinha atirado um cervo que dia, mas eu não tinha tempo para levá-lo para casa. eu empacotei-o e amarrou-o a um ramo da árvore. Como eu estava atormentado pela fome e sede, eu fiquei acordado a noite toda. Eu derramei lágrimas profusas quando pensei em minha esposa e crianças pobres que estavam morrendo de fome e esperando ansiosamente o meu regresso. Para passar o tempo Naquela noite, empenhei-me em arrancar as folhas de Bael e soltando-os para o chão.

"O dia amanheceu. Voltei para casa e vendeu o veado. Comprei um pouco de comida para mim e para minha família. Eu estava prestes a quebrar o meu jejum quando um estranho veio até mim, implorando por comida. Servi-lo primeiro e depois levei meus alimentos.

"Na época da morte, eu vi dois mensageiros do Senhor Shiva. Eles foram enviados para conduzir minha alma para a morada do Senhor Shiva. Aprendi então pela primeira vez de o grande mérito que eu tinha ganhado pelo culto inconsciente do Senhor Shiva durante a noite de Shivaratri. Disseram-me que havia um Lingam na parte inferior da árvore. As folhas Larguei caiu no Lingam. Minhas lágrimas que eu tinha derramado por pura tristeza para a minha família caiu no Lingam e lavado ele. E eu tinha jejuado durante todo o dia ea noite toda. Assim que eu inconscientemente adorar o Senhor.

"Eu vivi na morada do Senhor, e gostei bem-aventurança divina para longas eras. Estou agora renasce como Chitrabhanu".


Significado espiritual do Ritual

As Escrituras registram o seguinte diálogo entre Sastri e Atmanathan, dando o significado mais profundo da história acima.

Sastri: É uma alegoria. Os animais selvagens que os caçadores são combatidas com luxúria, ira, ganância, paixão, ciúme e ódio. A selva é a quádrupla mente, que consiste na mente subconsciente, o intelecto, o ego ea mente consciente. É na mente que estes "animais selvagens" vagar livremente. Eles devem ser mortos. Nosso caçador persegue porque ele era um Yogi. Se você quiser ser realmente um Yogi, você tem que conquistar estas más tendências. Você se lembra do nome do caçador na história?

Atmanathan: Sim, ele foi chamado Suswara.

Sastri: Isso mesmo. Significa "melodioso". O caçador tinha uma voz melodiosa. Se uma pessoa pratica Yama e Niyama e está sempre conquistando as suas más tendências, ele vai desenvolver certas marcas externas de um Iogue. A primeira marca é a leveza do corpo, saúde, estabilidade, clareza de rosto e uma voz agradável. Esta fase tem sido falado em detalhe no Upanishad Swetaswatara. O caçador ou o iogue tinha há muitos anos praticava ioga e tinha alcançado a primeira fase. Então, ele é dado o nome Suswara. Você se lembra de onde ele nasceu?

Atmanathan: Sim, sua terra natal é Varanasi.

Sastri: Agora, os Yogis chamam o Chakra Ajna pelo nome de Varanasi. Este é o ponto médio entre as sobrancelhas. É considerado como o ponto de encontro das três correntes nervosas (Nadis), ou seja, a Ida, Pingala e Sushumna. Um aspirante é instruído a se concentrar neste ponto. Isso ajuda-lo a conquistar seus desejos e más qualidades, como a raiva e assim por diante. É lá que ele recebe uma visão da Luz Divina interior.

Atmanathan: Muito interessante! Mas como você explica a escalada na árvore Bael e todos os outros detalhes do culto?

Sastri: Você já viu uma folha de Bael?

Atmanathan: Tem três folhas num caule.

Sastri: True. A árvore representa a coluna vertebral. As folhas são três. Eles representam a Ida, Pingala e Sushumna nadi, que são as regiões para a atividade da lua, do sol e do fogo, respectivamente, ou que pode ser pensado como os três olhos de Shiva. A escalada da árvore é a intenção de representar a ascensão da Kundalini Shakti, o poder serpentino, a partir do centro menor do nervo chamado Muladhara ao Chakra Ajna. Esse é o trabalho do Yogi.

Atmanathan: Sim, já ouvi falar da Kundalini e dos vários centros psíquicos no corpo. Por favor, vá adiante, eu estou muito interessado em saber mais.

Sastri: Ótimo. O iogue estava em estado de vigília, quando começou sua meditação. Ele embrulhava os pássaros e os animais que ele havia matado e, prendendo-os em um galho da árvore, ele descansou. Isso significa que a plena conquista dos seus pensamentos, tornando-os inativos. Ele tinha ido pelos passos de Yama, Niyama, Pratyahara, etc Na árvore que ele estava praticando meditação e concentração. Quando ele sentiu sono, isso significa que ele estava prestes a perder a consciência e entrar em sono profundo. Então ele decidiu ficar acordado.

Atmanathan: Isso é claro para mim, certamente você não explicam isso muito bem. Mas por que ele chorou por sua esposa e filhos?

Sastri: Sua esposa e filhos não são senão o mundo. Aquele que procura a graça de Deus deve tornar-se uma personificação do amor. Ele deve ter uma simpatia abrangente. Seu derramamento de lágrimas é o símbolo do seu amor universal. No Yoga, também, não pode ter a iluminação sem a Graça Divina. Sem a prática universal do amor, não se pode vencer essa graça. É preciso perceber o nosso próprio em todos os lugares. A fase preliminar é identificar a própria mente com a mente de todos os seres criados. Isso é sentimento de companheirismo ou simpatia. Então, é preciso superar as limitações da mente e mesclá-lo no Self. Isso acontece apenas na fase de Samadhi, não antes.

Atmanathan: Por que ele e arrancar as folhas caem Bael?

Sastri: Isso é mencionado na história apenas para mostrar que ele não tinha pensamentos estranhos. Ele não estava nem mesmo consciente do que estava fazendo. Toda a sua actividade limitou-se a três Nadis. As folhas, como eu disse antes, representam os três Nadis. Ele estava de fato no segundo estado, isto é, o estado de sonho, antes de passar para o estado de sono profundo.

Atmanathan: Ele manteve vigília a noite toda, diz-se.

Sastri: Sim, isso significa que ele passou através do estado de sono profundo com êxito. O amanhecer do dia simboliza a entrada no quarto estado, chamado Turiya ou superconsciência. Atmanathan: Diz-se que ele desceu e viu o Lingam. O que significa isso?

Sastri: Isso significa que, no estado Turiya viu o Shiva Lingam ou a marca de Shiva na forma de uma luz interna. Em outras palavras, ele teve a visão do Senhor. Isso foi uma indicação de que ele iria perceber a suprema e eterna morada do Senhor Shiva no decorrer do tempo.

Atmanathan: Assim parece o que você diz que a visão da luz não é a fase final?

Sastri: Oh não! Isso é apenas um passo, ainda que difícil. Agora pense em como a história continua. Ele vai para casa e encontra um estranho. Um estranho é alguém que você não tenha visto antes. O estranho não é outro senão o próprio caçador, transformado em uma nova pessoa. A comida era os gostos e desgostos que ele havia matado na noite anterior. Mas ele não consome a totalidade do mesmo. Um pouco permaneceu. Foi por isso que ele tinha que ser renascido como o Rei Chitrabhanu. Indo para o mundo de Shiva (Salokya) não é suficiente para evitar isso. Existem outras etapas além Salokya. Estes são: Samipya, Sarupya e finalmente Sayujya. Você ainda não ouviu falar de Jaya e Vijaya retornando de Vaikunta?

Atmanathan: Sim, eu entendi agora.

Lord Shiva Assuarance

Quando a criação foi completada, Shiva e Parvati saiu para viver no topo do Monte Kailas. Parvati perguntou: "Ó venerável Senhor! Qual dos muitos rituais observados em Vossa honra Acaso, por favor, mais a ti?"

O Senhor respondeu: "A noite de 14 de lua nova, na quinzena escura durante o mês de Phalgun, é o meu dia mais favorito. Ele é conhecido como Shivaratri. Meus devotos dão-me mais feliz pelo jejum simples do que por banhos cerimoniais e oferendas de flores, doces e incenso.

"O devoto observa estrita disciplina espiritual no dia e Me adora em quatro formas diferentes durante cada um dos quatro períodos sucessivos de três horas da noite. A oferta de algumas folhas de Bael é mais preciosa para mim do que as pedras preciosas e flores. Meu devoto deve banhar-Me no leite no primeiro período, na coalhada no segundo, em manteiga clarificada no terceiro, e no mel na quarta e última. Na manhã seguinte, ele deve alimentar os Brahmins primeiro e, após a realização das cerimônias prescritas , ele pode quebrar seu jejum. O Parvati! não há ritual que se pode comparar com esta simples rotina na santidade. "

Parvati ficou profundamente impressionado com o discurso do Loid Shiva. Ela repetiu isso para Seus amigos, que por sua vez, transmitiram-na aos príncipes reinantes na Terra. Assim era a santidade do Shivaratri difusão por todo o mundo.

As duas grandes forças naturais que afligem o homem são Rajas (a qualidade da atividade apaixonado) e Tamas (a inércia). O Shivaratri Vrata visa o perfeito controle dos dois. O dia inteiro é gasto aos pés do Senhor. adoração contínua do Senhor exige presença constante dos devotos do lugar de adoração. O movimento é controlado. Males como a luxúria, ira e inveja, nascido de Rajas são ignorados e subjugado. O devoto observa vigília durante toda a noite e, assim, conquista Tamas também. Vigilância constante é imposta sobre a mente. A cada três horas de uma partida de adoração do Shiva Lingam é conduzida. Shivaratri é um Vrata perfeito.

O culto formal consiste em banhar o Senhor. Lord Shiva é considerado a forma de luz (que representa o Shiva Lingam). Ele está queimando com o fogo da austeridade. Ele, portanto, é melhor propiciou aos banhos legal. Apesar de banhar o Lingam, o devoto reza:!. "Ó Senhor eu vou te banhar com água, leite, etc Faça Tu gentilmente me banhe com o leite da sabedoria Não tu gentilmente lava-me de todos os meus pecados, para que o fogo do mundanismo que está me queimando pode ser posto para fora uma vez por todas, para que eu possa ser um com o Ti-One sozinho, sem um segundo. "

No Sivananda Ashram, Rishikesh, o festival Shivaratri é comemorado da seguinte maneira.

1.Todos os aspirantes espirituais rápido durante todo o dia, muitas delas sem ter sequer uma única gota de água.

2. Um grande havan é realizada para a paz eo bem-estar de todos.
3. O dia inteiro é gasto em fazer o japa de Om Namah Shivaya e na meditação sobre o Senhor.
4. À noite todos se reúnem no templo e cantar Om Namah Shivaya a noite inteira.
5. Durante os quatro quartos da noite, o Shiva Lingam é adorado com intensa devoção.
6. Sannyas Diksha é também dada neste dia para os buscadores sinceros do caminho.

Oferecer este culto interior de Shiva diária:.. "Eu adoro a jóia do meu Ser, o Shiva que residem

na Lotus do meu coração eu banhá-lo com a água da minha mente pura, trazida do Rio de fé e devoção eu adorá-Lo com as flores perfumadas de Samadhi, tudo isso para que eu não possa nascer novamente neste mundo".

Aqui está uma outra fórmula para a adoração suprema do Senhor: "O Shiva você é meu Self Minha mente é Parvati Meu Pranas são os teus servos Meu corpo é sua casa Minhas ações neste mundo é o vosso culto Meu sono é!..... Samadhi. Minha caminhada é circunvolução de você. Minha fala é sua oração. Assim que eu ofereço tudo o que sou para você.





Tradução do site: http://www.dlshq.org/religions/shivaratri.htm
SHIVA
By Sri Swami Sivananda





O Senhor Siva,
Senhor dos Pasus ou Jivas,
Ó Senhor Blue-beijado,
O Destruidor de sacrifício de Daksha,
O Amado da UMa,
O Isvara cinco faces,
Titular da Trident,
Engolidor de veneno!
Prostrações para ti.
Por tua graça
Percebi unidade contigo.
Sivoham, Kevaloham Sivah.
Chidanandarupah Sivoham.


O Senhor Shiva representa o aspecto destrutivo de Brahman. A parte de Brahman, que é envolto por Tamo-Guna-Pradhâna-Maya é o Senhor Siva, que é a Isvara tudo permeia, e que também mora no Monte Kailas. Ele é o Bhandar ou armazém de sabedoria. Siva diminuído Parvati, Durga Kaali ou é pura Nirguna Brahman. Com Maya (Parvati), Ele se torna o Brahman Saguna com o propósito de a devoção de seus devotos. Os devotos de Rama deve adorar o Senhor Siva também. Rama Si adorou o Senhor Shiva no Rameswaram famosos. O Senhor Siva é o Senhor dos ascetas e Senhor dos Yogis, vestidos de espaço (Digambara).

O Senhor Siva, na realidade, é o Regenerator e não o Destruidor. Sempre que um corpo físico torna-se imprópria para a evolução ainda neste nascimento ou por doença, idade avançada, ou outras causas, ao mesmo tempo Ele remove essa bainha podre física e dá um novo corpo saudável e vigoroso para a evolução rápida ainda. Ele quer levar todos os Seus filhos, de seus pés de lótus rapidamente. Ele deseja dar-lhes Sua gloriosa Siva-Pada. É mais fácil agradar a Shiva que Hari. Um pouco Prem e devoção, cantando um pouco de sua Panchakshari, é suficiente para infundir o prazer em Siva. Ele dá dádivas a seus devotos muito facilmente.

O Senhor Shiva é o Deus do Amor. Sua graça é infinita. Ele é o Salvador e Guru. Ele está empenhado em libertar as almas da escravidão da matéria. Ele assume a forma de Guru fora do intenso amor pela humanidade. Ele deseja que todos deveriam conhecê-Lo e alcançar o bem-aventurado Siva-Pada. Ele observa as atividades das almas individuais e ajuda-los na sua marcha.

O Senhor Shiva é a personificação da sabedoria. Ele é a Luz das luzes. Ele é Jyoti Parama ou Luz Suprema. Ele é Jyoti auto-luminoso ou Swayam. A dança de Shiva representa o ritmo eo movimento do espírito do mundo. Na sua dança, as forças do mal e tremer escuridão e desaparecer.

Shiva significa aquilo que é eternamente feliz ou auspicioso, Parama-Mangala. Om e Shiva são uma. Mandukya Upanishad diz: Santam Sivam Advaitam. Mesmo um intocável pode meditar sobre o Nome do Senhor Siva.

O Senhor Siva é a Suprema Realidade. Ele é eterno, sem forma, independente, onipresente, sem um segundo, sem começo, sem causa, sem mácula, auto-existente, sempre livre, sempre puro. Ele não é limitado pelo tempo. Ele é a felicidade infinita e infinita inteligência.

Shiva e Vishnu são idênticos

Shiva e Vishnu são uma ea mesma entidade. Eles são essencialmente um eo mesmo. Eles são os nomes dados aos diferentes aspectos da onipresente Alma Suprema ou o Absoluto. Sivasya Hridayam vishnur Vishnoscha Hridayam Sivah: Vishnu é o coração da Siva, da mesma forma, Shiva é o coração de Vishnu.

A adoração sectária é de origem recente. A Siva Siddhanta de Kantacharya é apenas 500 anos de idade. Os cultos Vaisnava de Sri Ramanuja e Madhva são apenas seiscentos e setecentos anos, respectivamente. Não houve adoração sectária antes de 700 anos.

Brahma representa o aspecto criador, Vishnu, o aspecto de conservação, e Siva o aspecto destrutivo do Paramatma. Este é apenas como o seu uso trajes diferentes em ocasiões diferentes. Quando você faz a função de um juiz, você coloca em um tipo de vestido. Em casa, você usa outro tipo de vestido. Quando você faz o culto no templo, você usa outro tipo de vestido. Você apresentam diferentes tipos de temperamento em diferentes ocasiões. Mesmo assim, o Senhor faz a função de criação, quando Ele está associado com Rajas e Ele é chamado de Brahma. Ele preserva o mundo quando ele é associado com Sattva Guna, e Ele é chamado Vishnu. Ele destrói o mundo, quando Ele está associado com Tamo Guna, e Ele é chamado de Siva ou Rudra.

Brahma, Vishnu e Shiva foram correlacionados com os três Avasthas ou estados de consciência. Durante o estado de vigília, predomina Sattva, durante o estado de sonho, Rajas predomina, e, durante o estado de sono profundo, Tamas predomina. Daí a Vishnu, Brahma e Shiva são Murtis de Jagrat, Svapna Sushupti e estados de consciência, respectivamente. O Turiya ou o quarto estado do Pará é Brahman. O estado Turiya é imediatamente ao lado do estado de sono profundo. Culto da Siva levará rapidamente para a realização do quarto estado.

Vishnu Purana glorifica a Vishnu, e em alguns lugares dá uma posição inferior a Siva. Siva Purana glorifica Siva, e dá um status inferior a Vishnu. Devi Bhagavata glórias Devi e dá um status inferior a Brahma, Vishnu e Shiva. Esta é apenas para introduzir e intensificar a devoção para a Divindade respectivos nos corações dos devotos. Na realidade, nenhuma deidade é superior a outro. Você deve entender o coração do escritor.

Não há diferença entre as trindades Brahma, Vishnu e Rudra. O trabalho de todos os três Deidades é feito em conjunto. Todos eles têm uma visão e um propósito definido na criação, preservação e destruição do universo visível de nomes e formas. Aquele que respeita às três Deidades, distinto e diferente, Siva Purana diz, é sem dúvida um espírito de demônio ou do mal.

Senhor Siva formulário e sua Importância

O Senhor Shiva usa um cervo na mão esquerda superior. Ele tem Trident no braço inferior direito. Ele tem fogo e Damaru e Malu ou uma espécie de arma. Ele usa cinco serpentes como ornamento. Ele usa uma guirlanda de caveiras. Ele está pressionando com os pés o demônio Muyalaka, um anão segurando uma cobra. Ele enfrenta o sul. Panchakshara si é o seu corpo.

Sua Trisul que é realizada em sua mão direita representa as três Gunas, Sattva, Rajas e Tamas. Este é o emblema da soberania. Ele governa o mundo através destes três Gunas. O Damaru em sua mão esquerda representa o Brahman Sabda. Ela representa OM a partir da qual todas as línguas são formadas. É Ele quem formou o idioma sânscrito fora do som Damaru.

O uso da lua crescente em sua cabeça indica que Ele tem controlado a mente perfeitamente. O fluxo do Ganges representa o néctar da imortalidade. Elefante representa simbolicamente o orgulho Vritti. Vestindo a pele do elefante denota que Ele tem controlado orgulho. Tigre representa a luxúria. Sua audiência na pele do tigre indica que Ele conquistou a luxúria. Seu veado exploração, por um lado indica que ele tenha retirado o Chanchalata (jogando) da mente. Veado salta de um lugar para outro rapidamente. A mente também salta de um objeto para outro. Seu uso de serpentes no pescoço denota sabedoria e eternidade. Serpentes viver para um grande número de anos. Ele é Trilochana, Aquele três olhos, em cujo centro da testa é o terceiro olho, o Olho da Sabedoria.

O Senhor Shiva tem a tez branca. Qual é o significado da cor branca? Ele ensina silenciosamente que as pessoas devem ter o coração puro e ter pensamentos puros e deve ser isento de deformidade, a diplomacia, astúcia, ciúmes, ódio, etc

Ele usa três brancas forrado bhasma ou Vibhuti em sua testa. Qual é o significado disso? Ele ensina silenciosamente que as pessoas devem destruir as três impurezas, ou seja, Anavam (egoísmo), Karma (ação com a expectativa de frutas) e Maya (ilusão);.. Os três desejos ou Eshanas saber, desejo de propriedade da terra, desejo de mulher, eo desejo de ouro;. Vasanas e os três, a saber, Loka vasana, Deha-vasana e Shastra-vasana e alcançá-Lo com um coração puro.

O que faz a Balipeeta ou altar, que fica em frente ao sanctum sanctorum do templo de Shiva representam? As pessoas devem destruir seu egoísmo e ness minas (Ahamta e Mamata) antes de chegar ao Senhor. Este é o significado.

Rishabha ou o touro representa o Dharma Devata. passeios Senhor Siva sobre o touro. Touro é o seu veículo. Isto denota que o Senhor Shiva é o protetor do Dharma, é uma encarnação do Dharma ou retidão.

O Lingam representa Advaita. Ele assinala: "Eu sou um sem um segundo Ekamevadvitiyam," apenas como um homem levanta a mão direita sobre sua cabeça apontando seu dedo indicador direito apenas.

Culto da Siva Lingam

A crença popular é que o Siva Lingam representa o falo ou o órgão viril, o emblema do poder gerador ou princípio da natureza. Este não é apenas um erro grave, mas um erro grave. No período pós-védico, o Linga tornou-se símbolo do poder gerador do Senhor Siva. Linga é a marca de diferenciação. Certamente não é o sexo marca. Você vai encontrar no Linga Purana: "O Lingam tudo o que é primário e é desprovido de odor, cor, paladar, audição, tato, etc, é falada como Prakriti, a Natureza."

Linga significa "marca", em sânscrito. É um símbolo que aponta para uma inferência. Quando você vê uma grande enchente de um rio, você se inferir que houve fortes chuvas do dia anterior. Quando você vê o fumo, você se inferir que há fogo. Este vasto mundo de incontáveis formas é um Linga do Senhor onipotente. O Shiva Linga é o símbolo do Senhor Shiva. Quando você olha para o Linga, sua mente é ao mesmo tempo elevado e você começa a pensar no Senhor.

O Senhor Shiva é realmente informe. Ele não tem forma de Seu próprio, e ainda, todas as formas são Suas formas. Todas as formas são preenchidas pelo Senhor Siva. Cada forma é a forma ou do Senhor Siva Linga.

Há um poder misterioso ou Sakti indescritível no Linga para induzir a concentração da mente. Assim como a mente está focada na facilidade de cristal contemplando, assim também a mente alcança um só ponto, quando ele olha para o Lingam. Essa é a razão pela qual os antigos Rishis da Índia e os videntes têm prescrito Lingam para serem instalados nos templos do Senhor Siva.

Shiva Linga fala com você na linguagem inconfundível de silêncio: "Eu sou um sem um segundo Eu sou sem forma.." Pura, almas piedosas só pode compreender esta linguagem. Uma curiosidade, o estrangeiro, apaixonado impura de pouca compreensão ou inteligência diz sarcasticamente: "Oh, o culto do falo hindus ou órgão sexual. Eles são pessoas ignorantes. Eles não têm filosofia." Quando um estrangeiro tenta aprender a língua tamil ou hindustani, ele primeiro tenta pegar algumas palavras vulgares. Esta é a sua natureza a curiosidade. Mesmo assim, o estrangeiro curioso tenta descobrir alguns defeitos na adoração do símbolo. Linga é apenas o símbolo exterior do informe é o Senhor Siva, que é indivisível, onipresente, eterno, auspicioso, cada vez mais pura essência, imortal deste vasto universo, que é a alma imortal sentado no fundo do seu coração, que é a sua auto habitante interior, mais íntimo ou Atman, e que é idêntico ao Brahman Supremo.

Sphatikalinga é também um símbolo do Senhor Shiva. Esta é prescrito para Aradhana ou adoração ao Senhor Siva. Ela é composta de quartzo. Ela não tem cor própria, mas assume a cor das substâncias que entram em contato com ele. Ele representa o Brahman sem atributos Nirguna ou o Supremo Ser ou sem forma e sem atributos Siva.

Para um devoto sincero, o Linga não é um bloco de pedra. É tudo Tejas radiante ou Caitanya. As conversações Linga para ele, faz derramar lágrimas abundantes, produz arrepio eo derretimento do coração, eleva-lo acima de consciência do corpo e ajuda a comunhão com o Senhor e alcançar Nirvikalpa Samadhi. Senhor Rama adorou a Siva Linga na Rameswar. Ravana, o erudito, adoraram o Linga de ouro. O que muita Sakti místico não deverá estar no Linga!

Siva Abhisheka

Nos templos de Siva, uma panela feita de cobre ou latão, com um furo no centro, é mantido paira sobre a imagem ou Linga de Shiva, ea água está caindo sobre a imagem durante todo o dia e noite. Derramando sobre a água Linga, leite, manteiga, mel, requeijão, água de coco, Panchamrita, etc, é Abhisheka. Abhisheka é feito para o Senhor Siva. Rudri é cantado junto com o Abhisheka. O Senhor Siva é propiciado pelo Abhisheka.

O Senhor Shiva bebeu o veneno que emana do oceano e usava o Ganga e da lua sobre a sua cabeça para esfriar a cabeça. Ele tem os olhos inflamados terceiros. Abhisheka Constant esfria este olho.

Abhisheka é uma parte de Shiva Puja. Sem Abhisheka, o culto de Shiva é incompleta.

Ganga água, leite, manteiga, mel, água de rosas, água de coco, pasta de sândalo, Panchamrita, óleo perfumado, caldo de cana, sumo de limão são feitos de todo o uso de Abhisheka. Após cada Abhisheka, água pura é derramado sobre a cabeça de Shiva.

A água Abhisheka é considerado muito sagrado, e dá imensos benefícios sobre os devotos que tomá-lo como Prasad do Senhor. Semelhante é o caso com outros objectos utilizados para Abhisheka. O Tirtha Abhisheka purifica o coração e destrói inúmeros pecados. Você deve tomá-lo com Bhava intensa e fé.

Quando você faz Abhisheka com Bhava e devoção, sua mente está concentrada. Seu coração está cheio com a imagem do Senhor e com pensamentos divinos. Você se esquece de seu corpo e sua relação e arredores. Egoísmo gradualmente desaparece. Quando há o esquecimento, começam a apreciar e saborear a felicidade eterna do Senhor Shiva. Recitação do Rudri ou Namah Shivaya Om purifica a mente ea preenche com Sattva.

Ao oferecer Panchamrita, mel, leite, etc, para o Senhor, pensamentos de seu corpo diminui. O egoísmo desaparece lentamente. Você deriva de imensa alegria. Você começa a aumentar suas ofertas ao Senhor. Portanto, o auto-sacrifício e auto-rendição vêm dentro Naturalmente, há uma vertente de seu coração: "! Eu sou Teu, meu Senhor Tudo é Teu, meu Senhor"

Kannappa Nayanar, um grande devoto do Senhor Siva, um caçador de profissão, fez Abhisheka com água na boca para o Lingam em Kalahasti no sul da Índia, e propiciou o Senhor Siva. O Senhor Siva é satisfeito por pura devoção. É o Bhava mental que conta e não a ostentação. O Senhor Siva disse ao sacerdote do templo, "Esta água da boca de Kannappa, meu amado devoto, é mais pura do que a água do Ganges".

No norte da Índia, cada homem ou mulher toma uma Lota de água ea derrama sobre a imagem de Shiva. Isso também faz com resultados benéficos, e traz a realização de um desejo. Abhisheka Sivaratri em dia é muito eficaz.

Se você fizer Abhisheka com Rudripatha em nome de uma pessoa que sofre de alguma doença, ele será libertado em breve da doença. doenças incuráveis são curadas por Abhisheka. Abhisheka dá saúde, riqueza, prosperidade, descendência, etc Abhisheka na segunda-feira é muito auspicioso.

Para começar a chuva, Abhisheka deve ser feito com água pura. Pela liberdade da doença, e para gerar um filho, Abhisheka deve ser feito com leite. Se Abhisheka é feito com leite, mesmo uma mulher estéril gera filhos. A pessoa também atinge muitas vacas. Se Abhisheka é feito com água Kusa, torna-se livre de todas as doenças. Aquele que deseja a riqueza deve realizar Abhisheka com ghee, mel e caldo de cana. Aquele que deseja Moksha deve fazer Abhisheka com águas sagradas.

O maior eo mais alto Abhisheka é despejar as águas do amor puro no Atma Linga do lótus do coração. O Abhisheka externa com vários tipos de objetos vai ajudar o crescimento da devoção e adoração para o Senhor Shiva e, eventualmente, levar a Abhisheka interno com fluxo abundante de amor puro.

A Glória de hinos em louvor do Senhor Siva

Ravana propiciou o Senhor Siva por seus hinos. Pushpadanta prazer Senhor Siva pelo seu célebre Stotra-Mahimna Stotra Siva, que é ainda hoje cantada por todos os devotos de Shiva na Índia, e obteve todas as Aisvarya ou Siddhis e Mukti. A glória do Stotras de Shiva é indescritível.

A mente é purificada pela repetição constante de Shiva Stotras e os nomes do Senhor Siva. O Stotras são preenchidos com pensamentos bons e puros. A repetição dos hinos a Siva reforça a Samskaras bom. Como um homem pensa, que ele se torna. Esta é a lei psicológica. A mente de um homem que se treina no pensamento pensamentos bons e santos, desenvolve uma tendência a pensar bons pensamentos. Seu caráter é moldado e transformado pelo bom pensamento continuou. Quando a mente pensa da Imagem do Senhor durante os seus hinos, a substância mental, na verdade assume a forma da imagem do Senhor. A impressão do objeto é deixada na mente. Isso é chamado de samskara. Quando o ato é repetido muitas vezes, a ganhar força Samskaras pela repetição, e uma tendência ou hábito se forma na mente. Aquele que entretém pensamentos de Divindade transforma-se realmente na Divindade-se por pensar constante. Sua Bhava ou alienação é purificado e divinizada. Quando se canta os hinos do Senhor Siva, ele está em sintonia com o Senhor. A mente individual se funde na mente cósmica. Quem canta os hinos se torna um com o Senhor Siva.

Vocês todos devem cantar o hino do Senhor Siva e obter a Sua graça e salvação, não no futuro desconhecido, mas agora, neste exato instante. Você pode facilmente agradar o Senhor Siva.

O Mantra Panchakshara

Panchakshara é um Maha Mantra, que é composto de cinco cartas Mah-Na-Si-Va-Ya. As cinco cartas denotam as cinco ações ou Pancha Krityam do Senhor, ou seja, Srishti (criação), Sthiti (preservação), Samhara (destruição), Tirodhana (véu islâmico) e Anugraha (bênção);. Cinco elementos, e todas as criações através de a combinação dos cinco elementos.

Namah significa "prostração". Namah Shivaya significa "prostração até o Senhor Siva. O Jiva é o servo do Senhor Siva da-Deha Drishti. Namah representa Jivatma. Shiva representa Paramatma. Aya quer dizer 'Aikyam' ou identidade do Jiva e Paramatma. Assim, Namah Shivaya é um Maha-Vakya como Tat Tvam Asi, que significa a identidade entre a alma individual e da Alma Suprema.

Panchakshara é o melhor entre os sete crores de mantras. Há sete Skandhas no Yajur-Veda. Há Rudradhyayi no centro da Skandha meio. Neste Rudradhyayi, existem mil Rudra Mantras. Namah Shivaya ou da Siva Panchakshara Mantra brilha no centro dessas mil Rudra Mantras.

Yajur-Veda é o chefe de Paramesvara, que é o Veda Purusha. Rudram, que está no meio, é o cara. Panchakshara é seu olho. Si-va, que está no centro das Na-mah-si-va-ya, é a menina dos olhos. Quem faz o Japa deste Panchakshara é libertado de nascimentos e mortes e atinge a felicidade eterna. Esta é a declaração enfática dos Vedas. Este Panchakshara é o corpo do Senhor Nataraja. Esta é a morada do Senhor Shiva.

Siva-Nama é a alma de todos os mantras. Japa dos nomes sagrados do Senhor Shiva e meditação sobre eles o livre arbítrio de todos os pecados e levá-lo para a realização de Siva Jnanam ou eterna bem-aventurança e Imortalidade.

A Dança de Shiva

O Senhor Shiva é o bailarino só. Ele é o bailarino principal ou especialista. Ele é o rei dos dançarinos. Ele reprimiu o orgulho de Kaali. destruição do Senhor Siva não é um ato simples, mas é uma série de atos. Existe um tipo diferente de dança em todas as fases.

A dança do Senhor Siva é para o bem-estar do mundo. O objeto de sua dança é para libertar as almas dos grilhões da Maya, a partir dos três títulos ou impurezas Anava, Karma e Maya. Ele não é o destruidor, mas Ele é o regenerador. Ele é o Mangala de dados e Ananda-dados, doadora de bons auspícios e felicidade. Ele é mais facilmente o prazer que o Senhor Hari. Ele concede dádivas rapidamente, para um Tapa pouco ou recitação pouco de suas cinco cartas.

Você pode testemunhar a dança de Shiva nas ondas crescentes do oceano, na oscilação da mente, nos movimentos dos sentidos e da Prana, na rotação dos planetas e constelações, em Pralaya cósmica, em epidemias de doenças infecciosas , em enormes inundações e erupções vulcânicas, em terremotos, deslizamentos, raios e trovões, em conflagrações enorme e tempestade ciclônica.

O jogo todo cósmico ou atividade ou Lila é a dança de Shiva. Todos os movimentos dentro do cosmos são Sua dança. Ele olha em Prakriti e energiza Her. Mente, o Prana, a matéria começa a dançar. Então, o universo de nomes e formas é projetada. O indiferenciado de matéria, energia e som tornam-se diferenciadas.

Na Noite do Brahman, ou durante o Pralaya, Prakriti é inerte, imóvel. Há Avastha Samya Guna. Os três gunas estão em estado de equilíbrio ou equilíbrio. Ela não pode dançar até vontade do Senhor Siva-lo. O Senhor Siva sobe de Seu silêncio profundo e começa a dançar. O som indiferenciado se diferencia através da vibração criada pelos movimentos de Sua Damaru ou tambor. Sabda Brahman vem a ser. A energia indiferenciada também se torna diferenciada. O equilíbrio na Gunas fica perturbado. Os três Gunas, Sattva, Rajas e Tamas, manifesto. Todas as esferas, os átomos e os elétrons também dança rítmica e de uma forma ordenada. Átomos de dança na molécula e dança moléculas em todas as instâncias. Estrelas de dança no tempo e no espaço. Prakriti também começa a dançar sobre ele como a sua glória ou Vibhuti. O Prana começa a operar em Akasa ou matéria sutil. Várias formas de manifesto. Hiranyagarbha ou dos ovos de ouro ou a mente cósmica também se manifesta.

Quando chega o momento, o Senhor Shiva destrói todos os nomes e as formas de fogo enquanto dança. Há silêncio novamente.

Nataraja de Chidambaram é dançarina do perito. Ele tem quatro braços. Ele usa o Ganga, a lua crescente em seus cabelos emaranhados. Ele detém Damaru na Sua mão direita. Ele mostra Abhaya Mudra a Seus devotos com a mão esquerda levantada. O significado é: "O devotos! Não tenha medo. Vou proteger todos vocês". Uma mão esquerda segura o fogo. Os outros pontos de direita mão na Muyalaka Asura que está segurando uma cobra. Ele levantou o pé esquerdo em uma maneira bonita.

O som do tambor, convida a alma individual aos Seus pés. Ela representa Omkara. Todos os alfabetos sânscritos ter saído do jogo do Damaru. Criação surge Damaru. A mão que mostra Abhaya Mudra dá proteção. prossegue a destruição do fogo. O pé levantado indica Maya ou ilusão. A mão que aponta para baixo mostra que os pés são o único refúgio das almas individuais. Tiruakshi representa Omkara ou Pranava.

Ele dança muito delicadamente. Se Ele dança com veemência, toda a terra afundar de uma vez. Ele dança com os olhos fechados, porque as faíscas de seus olhos irão consumir todo o universo. As cinco atividades do Senhor-Srishti, Sthiti, Samhara, Tirobhava e Anugraha (criação, preservação, destruição véu, e de graça), são as danças de Shiva.


Adoração do Senhor Siva

Um devoto do Senhor Siva deve aplicar Vibhuti na testa e no corpo. Ele deve usar uma Rudrakshamala. Ele deve adorar o Sivalinga com as folhas da árvore Bilva. Ele deve fazer Japa do Panchakshara "Om Namah Shivaya". Ele também deve meditar sobre a Panchakshara. O Senhor Siva é propiciada por cada uma dessas ações. Vibhuti ou bhasma é muito sagrada. Ele é usado pelo Senhor Siva em Si mesmo. A esfera de um Rudrakshamala representa o terceiro olho na testa do Senhor Siva. Bilva folhas são considerados para ser uma das cinco residências de Lakshmi ou a deusa da riqueza.

Japa da Panchakshara e meditação sobre o Senhor Siva deve ser feito especialmente no Kaala Pradosha ou pouco antes do anoitecer. O Pradosha que vem na Tithi décimo terceiro depois de uma lua cheia ou lua nova, um dia é conhecido como o Mahapradosha. Os Devas visitar templos Siva para a adoração do Senhor neste período. Você pode adorar o Devas também se você visitar templos durante Mahapradosha. Os devotos do Senhor Siva observar jejum completo nos dias Mahapradosha.

Já Pujas especiais às segundas-feiras e dias Mahapradosha. Estes dias e Maha Shivaratri é muito sagrado para o Senhor Siva. Maha Shivaratri significa a grande noite consagrada ao Senhor Siva. Maha Shivaratri cai em Trayodasi ou o décimo terceiro dia da quinzena escura do mês Kumbha (Phalguna). As características importantes dessa função religiosa está jejuando rígidas para 24 horas sem sono e vigília durante a noite. Todo verdadeiro devoto do Senhor Siva passa a noite de Shivaratri em profunda meditação, faz vigília, e observa rápido.

O Senhor Shiva é o Deus do Amor. Sua graça é infinita. Ele é o Salvador e Guru. Ele é o Amado da Uma. Ele é Satyam, Sivam, Subham, Sundaram, Kantam. Ele é a Luz Suprema que brilha em seu coração.

Medite sobre sua forma. Ouça Sua Lilas. Repita o mantra Namah Shivaya Sua Om. Estudo Siva Purana. Faça sua adoração diária. Contemplá-Lo em todos os nomes e formas. Ele irá abençoá-lo com sua visão.






Tradução do site: http://www.dlshq.org/religions/siva.htm