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sexta-feira, 3 de abril de 2009

EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS DE SWAMI RAMA .




















SWAMI RAMA
o nascimento e a morte são apenas duas vírgulas

Eu costumava seguir meu mestre porque ele me criou desde a mais tenra idade, mas nem sempre me persuadia da verdade do que ele ensinava. Quando me achava calmo e quieto, não raro se erguiam dúvidas dos níveis mais profundos da minha mente. Meu mestre recomendou-me que visitasse vários swamis. A princípio, pensei: "Estou perdendo tempo; essa gente é inútil. Retirou-se do mundo e passa o tempo todo sentada debaixo de uma árvore. Por que faz isso? " Lentamente cheguei a compreender que devemos primeiro aprender a duvidar de nossas dúvidas e analisá-las.
Quando eu tinha dezessete anos, mandaram-me visitar certo sábio, que era discípulo de meu mestre. Eu não sabia disso àquele tempo e meu mestre disse-me:
- Se quiseres realmente aprender com um swami autêntico, vai ter com esse homem e vive em sua companhia.

Disseram-me par ir a um lugar perto de Gangotri, onde encontrei um swâmi sentado numa caverna. Nunca, até então eu vira um corpo tão bem feito. Naquela idade, eu me interessava por constituição e força física e invejava um corpo como o dele. O swâmi tinha o peito largo, a cintura fina e músculos sólidos. Fiquei pasmado ao saber que ele já completara oitenta e cinco anos de idade.

Depois que o saudei, a primeira coisa que lhe perguntei foi:
- Senhor, o que comeis aqui?

Eu me preocupava com comida. Depois de minha experiência no colégio, tornara-me um ocidental em matéria de comida. Cada dia tínhamos à nossa disposição uma variedade de manjares, e eu vivia antegozando os vários pratos que seriam provados nas refeições seguintes.

-Estás com fome? – perguntou o swâmi.

Respondi que estava. Ele, então, me ordenou:

- Vai até aquele canto da caverna, onde encontrarás algumas raízes. Pega uma e enterre-a no fogo. Dali a poucos minutos tire-a de lá e come-a.
Fiz o que me mandavam, e achei a raiz deliciosa. Tinha gosto de leite derramado sobre pudim de arroz! Não consegui come-la inteira. Agradou-me saber que eu poderia ficar lá por algum tempo porque havia coisas boas para degustar.

Depois que acabei de comer, disse-me Swamiji:
- Não te ensinarei por meio de palavras.

Permaneci três dias ao lado dele e, nesse período, não travávamos a menor conversação. No terceiro dia, decidi que era um desperdício de tempo e energia ficar com um homem que se mantinha em silêncio o tempo todo. Ele não me ensinava coisa alguma. Enquanto eu fazia essas reflexões, ele me disse:

- Menino, não me foste enviado a receber conhecimentos intelectuais como o que podes encontrar nos livros. Vieste para cá a fim de experimentar algo. Deixarei meu corpo depois de amanhã.

Eu não conseguia compreender por que alguém decidiria voluntariamente deixar o seu corpo. E observei:
- Senhor, isso é suicídio. E não convém a um sábio como vós. Suicidar-se.

Eis aí o tipo de coisa que aprendera no colégio.

- Não me estou suicidando, disse ele. - Quando retiras a velha capa de um livro e a substitui por outra, não estás destruindo o livro; quando mudas a fronha do travesseiro não estás destruindo o travesseiro.

Aos dezessete anos de idade eu duvidava. E disse:

-Tendes um corpo maravilhoso. Eu quisera ter a metade da beleza do vosso. Por que vos descartais dele? Isso não é bom, é pecado.

Dessa maneira eu imaginava ensina-lo. Ele prestou atenção por algum tempo sem responder. Pouco depois, meu condiscípulo entrou e eu exclamei:

- Como chegaste? Quando te vi pela última vez, estavas muito longe
daqui. Ele me levou tranqüilamente para um lado e disse:

- Não o perturbes. Fazes perguntas bobas. Não compreendes os sábios. Deixemo-lo abandonar seu corpo tranqüilamente. Mas eu discuti com o meu condiscípulo:

- Ele tem um corpo tão bonito. Por que há de abandoná-lo? Isso não pode ser ioga; é um simples caso de suicídio. Se a polícia não estivesse tão longe eu o mandaria prender. É um ato ilegal.
A despeito do que disse meu condiscípulo, continuei duvidando e desaprovando. Quando saíam para as abluções matutinas e vespertinas, eu dizia:
- Esse homem sadio, com um corpo assim tão bonito, deveria sair por aí mostrando ao povo como se constroem e mantêm corpos saudáveis. Diz ele que lhe vejo apenas o corpo, que eu deveria ver algo mais. Mas que é isto?

Meu condiscípulo, mais velho do que, eu, replicou:
- Acalma.te. Ainda precisas aprender muita coisa. Conservemos nossas mentes abertas de modo que cheguemos a compreender. Há muitos mistérios na vida.

O swami não queria falar comigo, de sorte que, depois de mais vinte e quatro horas, eu disse a meu condiscípulo:

- Não aprendi coisa alguma com o silêncio, quero sair daqui.
- Por que não assistes ao processo pelo qual ele deixará o corpo? ­
tornou meu interlocutor.
- Isso é bobagem. Eu quisera antes morrer numa cama de hospital,
sob os cuidados de um bom médico, do que morrer numa caverna. Que disparate é esse?

Minhas idéias eram totalmente modernas e materialistas.
Acudiu o meu condiscípulo:

- Não compreendes. Foste convidado para vir aqui e observar. Se quiseres discutir mentalmente, podes fazê-lo. O problema é teu. Não posso impedi-lo, mas não me perturbes.

Finalmente, Swamiji falou:

- Na realidade não estou fazendo nada. Quando chega o momento
de deixarmos o corpo, nós o sabemos. Não devemos postar- nos no caminho da natureza. A morte ajuda a natureza. Estás compreendendo?

-Não quero morrer, - respondi, - por isso não quero compreender.

- Tua atitude não é boa, - disse ele: - Procura compreender o que é a morte; não a temas. Temos medo de muitas coisas, e esse não é modo de viver . A morte não te _aniquila, apenas te separa de um corpo.

-Não quero existir sem o meu corpo - retruquei.

- A morte é um hábito do corpo, - continuou ele. – Ninguém pode viver sempre no mesmo corpo, que está sujeito à mudança, à morte e a decadência. Precisas compreende-lo. Pouquíssimas pessoas conhecem a técnica de libertar-se do apego à vida. Essa técnica chama-se ioga. Não a ioga popular, do mundo moderno, mas o mais alto estágio da meditação. Quando conheceres a verdadeira técnica da meditação, terás o domínio de outras funções do corpo, da mente e da alma. E através do prana e da respiração que se estabelece uma relação entre a mente e o corpo. Quando a respiração deixa de efetuar-se, rompe-se a ligação e a essa separação dá-sedá-se o nome de morte. . Mas continuas a existir.

- Como é que gente sente que existe sem corpo? - indaguei.

- Como te sentes quando andas sem camisa?”- tornou ele – Não é nada.

A despeito porém, de tudo o que disse, ele não me convenceu filosófica nem logicamente, pois minha mente ainda era imatura em muitos sentidos.

Na véspera do dia em que se separaria do corpo, ele nos deu instruções:

-De manhã cedinho, às cinco horas, deixarei meu corpo. Quero.
que o mergulheis no Ganges. Podeis ambos fazê-lo?

- Naturalmente! Posso fazê-lo sozinho! – respondi. E levantei-o nas braços, para demonstrá-lo. O Ganges passava perto, a umas poucas centenas de metros!

Permaneci acordado grande parte da noite, tentando. compreender as motivos que levavam aquele homem a descartar-se voluntariamente de um corpo tão bom e tão bonito. Costumávamos levantar-nos às três horas da madrugada. (Considera-se o espaço que vai das três às seis horas o melhor para a meditação, de modo que nos deitávamos entre oito e dez horas e nos levantávamos às três.) Naquela manhã, todavia, acordamos ainda mais cedo e nos pusemos a conversar.

-Dizei-me, o que desejais? – perguntou o swâmi. – Prometo realizar o que quer que desejeis.

- Estais morrendo; que podeis fazer por mim? - repliquei.

- Menino, - voltou ele, para um verdadeiro mestre, nada acontece de fato semelhante à morte. Um mestre pode guiar seus alunos até depois da morte. – Em seguida, voltando-se para meu condiscípulo, perguntou: - Ele te dá muita dor de cabeça?

- Na realidade, dá – confirmou meu condiscípulo – mas que posso fazer?

Entre cinco e cinco e meia ainda estávamos conversando quando o swâmi disse de repente:

– Agora sentemos em meditação. Dentro de cinco minutos deixarei meu corpo. Findou-se o prazo. Este instrumento chamado corpo não é capaz de dar-me mais do que já alcancei, de modo que o deixarei para trás.

Cinco minutos depois ele cantou “Aumm...” e logo reinou o silêncio.

Examinei-lhe o pulso e as batidas do coração. E pensei: “Ele pode ter suspendido as batidas do pulso e do coração por algum tempo e daqui a pouco recomeçará a respirar.” A seguir, verifiquei-lhe a temperatura do corpo, os olhos e tudo o mais. Meu condiscípulo disse a certa altura:

- Agora chega. Temos de mergulhar-lhe o corpoantes do nascer do Sol.

-Não te preocupes. Eu o farei sozinho, - declarei.

Mas ele disse: - Quero ajudar.

Quando ambos tentamos levanta-lo, descobrimos que era impossível tirar o corpo do lugar. Fomos então buscar um galho de pinheiro e o inserimos debaixo de suas coxas, como se fosse uma alavanca, para erguê-lo. Mas falhamos. Tentamos tudo o que nos ocorreu por mais de uma hora, mas não pudemos movê-lo uma polegada sequer.

Lembra-me amiúde o que aconteceu depois. Nunca esquecerei a experiência. Poucos minutos antes do nascer do Sol, ouvi alguém dizer:

-Agora o carregaremos.

Como não houvesse ninguém por perto, pensei: “Eu talvez esteja imaginando tudo isto.” Meu condiscípulo também olhou ao seu redor.

Ouviste alguma coisa? – perguntei-lhe.

- Sim, ouvi. – respondeu ele.

- Estaremos tendo alucinações? – indaguei. – Que é que está acontecendo?


De repente, o corpo do swami ergueu -se no ar; aparentemente por sua livrevontade, e manso e manso, rumou para o Ganges. Flutuou umas poucas centenas de metros para depois descer e mergulhar no rio.


Eu estava impressionado, e não pude assimilar a experiência durante muito tempo. Quando as pessoas falavam nos milagres realizados por um swâmi, eu sempre dizia: “Há alguns truques nisso.” Mas quando vi com meus próprios olhos aquele corpo levitando, minha atitude modificou-se.

De volta ao mosteiro, encontrei, diversos swamis empenhados numa discussão. O tema era este: Se Deus realmente criou o mundo e zela por ele, por que há tanto sofrimento? Disse um swami:


- O universo físico, é apenas um aspecto da existência. Temos a capacidade de conhecer outros aspectos, mas não fazemos esforços sinceros para pô-la em ação. Nossas mentes permanecem focalizadas no aspecto físico. O homem sofre porque não conhece o todo.

O que eles disseram me inspirou. Passei, então, a escutar com genuíno interesse e descobri que as palavras deles iam, pouco a pouco, resolvendo minhas incertezas.

Quando comparo o mundo materialista ao estilo de vida dos sábios, o primeiro se me afigura concreto, enfatizando ver, tocar e agarrar. Mas o estilo de vida e a atmosfera em que vivem os sábios, conquanto não materialista, é mais realista no que diz respeito ao objetivo da vida. O mundo de meios também tem algum valor na vida mas, sem a consciência da Realidade Absoluta, tudo é baldado. Os homens comuns consideram certos aspectos da vida misteriosos ou místicos, mas tais mistérios são facilmente resolvidos quando se retira o véu da ignorância. Os cientistas moder­nos não conhecem a técnica de morrer mas, na ciência iogue essas técnicas são descritas e transmitidas aos que estão preparados para praticá-las. O mistério da morte e do nascimento revela-se a uns poucos afortunados.

A parte conhecida da vida é uma linha que se estende entre dois pontos, o nascimento e a morte. A vasta porção da nossa existência continua desconhecida e invisível além dos dois pontos.conhecidos. Quem compreende a parte desconhecida sabe que o tempo de vida entre os dois pontos é como uma pausa numa vasta sentença sem ponto final. Dizem os antigos livros sagrados iogues que há uma forma definitiva de abandonar o corpo. Descrevem-se onze portas através das quais podem sair as pranas, ou energia sutil. O iogue aprende a sair através da porta chamada Bhrama Rundhra, localizada na moleira, o coruto da cabeça. Diz-se que quem passa por essa porta permanece consciente e conhece a vida futura exatamente como conhece a presente.




















“VIVENDO COM OS MESTRES DO HIMALAIA”

Experiências Espirituais do Swâmi Rama
Editora Pensamento



Coletânea de textos em estudos olímpicos,
v. 1 Turini, M. & DaCosta, L. Rio de Janeiro: Editora Gama Filho, 2002.
As investigações científicas específicas dessas práticas yogis começaram a mais de 200 anos por cientistas ingleses que motivaram seus estudos em certos yogis pelas suas habilidades incomuns e interessantes em especial pela correlação de suas habilidades físicas com suas habilidades mentais.

Nos anos 70, Swami Rama, líder espiritual dos Himalaias participou de uma famosa série de experimentos científicos em Menniger Clinic, Topeka, Kansas nos Estados Unidos que demonstrou notável controle sobre funções corporais involuntárias até que consideram ser proveniente de um controle consciente.

Um desses experimentos relatados pelos doutores Elmer.E. e Alice M. Green e E. Dale Walters demonstrou um impressionante controle em funções do sistema parassimpático que monitorando sua mão direita verificaram que sua temperatura estava em direção oposta, ou seja, em um dos lados da mão de Swami Rama a temperatura provocava eridema e sensação térmica quente e do outro lado cianose com sensação térmica fria com uma diferença de 10 graus Fahrenheit.

Uma outra experiência Swami Rama aumentou seus batimentos cardíacos de 70 bpm para 300 bpm. Ele conseguiu parar seus batimentos pelo instante de 17 segundos. Swami Rama também demonstrou suas habilidades produzindo ondas teta, quando suas ondas cerebrais estavam abaixo de 4 - 7 ciclos por segundo enquanto estava em estado de meditação profunda. E em um determinado período de cinco minutos do teste, ele produziu ondas teta de 75 porcento do tempo. Ele também conscientimente produziu ondas delta quando suas ondas cerebrais estavam oscilando de 0.5 a 3 ciclos por segundo durante um estado de relaxamento profundo ( o normal de um cérebro em atividade consciente é da ordem de registro entre 14 e 28 ciclos por segundo ,conhecido por ondas beta) durante 25 minutos. Depois de despertar ele estava pronto para reproduzir verbalmente toda a reportagem da experiência acontecida durante os cinco minutos que ele esteve em ondas delta quando ele supostamente deveria estar passando por um estado de sono profundo.


www.cenesp.uel.br/livros/estolimpicos/Texto%20(Volume%201).pdf




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